Mais um GDT com resultado negativo
GDT – Depois das fracas recuperações ocorridas entre janeiro e fevereiro, o Índice GDT de ontem registrou a terceira queda consecutiva e voltou aos níveis do início de janeiro de 2023.

O GlobalDairyTrade 328 terminou valendo 33% menos em comparação com o segundo evento de março de 2022, ou seja, perdeu US$ 1.678 entre março de 2022 e março de 2023. A queda no evento foi generalizada.

O Cheddar, que ficou de novembro de 2021 a outubro de 2022 batendo todos os recordes de preços, teve a segunda queda seguida, as duas com o mesmo percentual (-10,2%). Desta forma acumulou, em 15 dias, perda de US$ 1.034 no valor da tonelada. Depois do resultado de ontem está valendo 63% do que valia um ano atrás, o que representa retração de US$ 2.360 em sua cotação.

Os preços de leite em pó, tanto desnatado (-3,5%), como o integral (-1,5%) perdem sustentação. O leite em pó integral (WMP), terminou o GDT 328 30% menor do que sua cotação de um ano atrás, enquanto o leite em pó desnatado (SMP) registrou a quarta queda consecutiva para atingir o menor valor desde agosto de 2020.

As manteigas, também sofreram quedas importantes: a manteiga anidra (AMF) (-3,9%) e a manteiga (Butter) (-3,0%) e se distanciaram dos bons desempenhos realizados nos dois últimos anos.

O volume negociado no GDT 328 foi praticamente o mesmo do GDT 327, mas foi 14,8% superior ao volume de um ano atrás, nesta mesma época. Embora a Nova Zelândia, e principalmente a Austrália estejam tendo problema com a produção de leite nesta temporada, os estoques de produtos acabados disponíveis para a plataforma eletrônica estão mais elevados do que os existentes no ano passado nesta mesma época.
De janeiro a março de 2022 foram negociadas 165.124 toneladas de produtos lácteos na plataforma GDT. Este ano, no mesmo período, já foram 182.167 toneladas, o que pode ser um elemento a mais pressionando os preços para baixo.

Os preços futuros indicam que, pelo menos no curto prazo, não haverá recuperação. Alguma reação deverá surgir no segundo semestre do ano, e assim mesmo a partir de níveis bem inferiores aos de 2022.

Desde os valores recordes obtidos em março de 2022, as cotações vêm perdendo força, e a trajetória descendente parece não ter chegado ao fim.

















