EUA – Mercado de queijos impulsiona o preço do leite Classe III
Leite/EUA – Alguma força nos preços do queijo em março resultará no aumento do preço do leite Classe III. Em fevereiro o Classe III foi de US$ 17,78/cwt, [R$ 2,14/litro]. Em março o Classe III pode chegar perto de US$ 18,00.

O preço do queijo cheddar aumentou desde o início de março. O barril saiu de US$ 1,55 por libra para US$ 1,99525, [R$ 22,80/kg], agora. Os blocos de quarenta libras de Cheddar subiram e desceram em março, caindo para US$1,78 a libra no início de março, e subiram para US$ 1,99, agora.
Para onde irão os preços do leite no restante do ano é a grande questão. A pergunta parece mudar semanalmente, assim como as cotações das commodities lácteas, as projeções da produção de leite, as vendas domésticas e ainda as exportações.
O que está impactando na produção de leite?
A produção de leite aumentou apenas 0,1% em 2022. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta aumento de 0,9%, em 2023. Esse aumento irá pressionar para baixo os preços do leite. Não é provável que a produção aumente mais que isso. Com o elevado custo da alimentação animal e de outros insumos ao longo da cadeia, junto com o baixo preço do leite ao produtor, as margens ficarão mais apertadas do que em 2022.
Também é preciso observar que o preço da carne é um incentivo ao abate de vacas, que sem reposição, irá reduzir o número de vacas no rebanho em 2023. O USDA projeta declínio de 10.000 cabeças de vacas de 2022 para 2023. O elevado preço da ração animal deverá amortecer o aumento da produtividade animal.
A produção de leite, na comparação anual, tem sido acima de 1% desde agosto do ano passado. Mas o aumento em fevereiro caiu para 0,8%. Eram 37.000 cabeças a mais de vacas de leite no ano passado, 0,4% de aumento e a produtividade animal também foi 0,4% maior. Doze dos 24 estados relataram que tinham mais vacas leiteiras do que no ano anterior e 12 tinham maior produtividade na mesma comparação.
Os estados que tiveram aumento da produção de leite foram: Georgia (6,8%), Dakota do Sul (6,2%), Iowa (6%) e Texas (5%). Nova York (2,9%), e Wisconsin (0,3%). A produção foi (-0,9%) na Califórnia. As maiores quedas relativas da produção de leite foram: Flórida (-11,4%), com 11.000 cabeças de vacas a menos, Virgínia (-5,2%) perdendo 6.000 cabeças de vacas e Novo México (-4,2%) com redução de 12.000 vacas.
Vendas domésticas e de exportação
As vendas domésticas em 2022 ficaram ligeiramente abaixo das de 2021. O USDA está prevendo que as vendas domésticas irão crescer em 2023 e podem superar as de 2021. Operadores de restaurantes estão otimistas com as perspectivas. Se isso se concretizar, fortalecerá as vendas de queijos. Os preços de varejo do leite e derivados devem cair um pouco, o que ajudaria nas vendas.
As exportações de produtos lácteos atingiram um novo recorde em 2022. O USDA projeta um declínio das exportações em 2023. Isto é com base no fato de que os Estados Unidos irão enfrentar mais concorrência, já que a produção de leite está melhorando na Europa Ocidental e possivelmente na Nova Zelândia, as duas principais regiões exportadoras, juntamente com o enfraquecimento da demanda global.
No entanto, as exportações de janeiro, em sólidos de leite, foram 16% superiores em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foram 15% a mais nas exportações de leite em pó desnatado/leite seco desengordurado (NDM/SMP), 12% de crescimento em produtos de soro de leite e os queijos subiram 16%. Houve, no entanto, queda de 13% nos embarques de manteiga. Espera-se que os preços do queijo, NDM/SMP, dos Estados Unidos continuem competitivos no mercado mundial.
















