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Setorial Selectus nº 6598

Sustentável e de grande valor agregado, etanol de milho é uma ferramenta a mais para o produtor

Milho - A agroindústria de etanol de milho tem nos últimos anos ganhando espaço no Brasil. Sustentável e de grande valor agregado, o biocombustível a partir do cereal tem entre suas principais vantagens a garantia de preço ao produtor e o crescimento do consumo interno no que tange a moagem.

Fonte: Fonte: Canal Rural | Foto de capa: Imagem de muhammad aamir akhter por Pixabay
Sustentável e de grande valor agregado, etanol de milho é uma ferramenta a mais para o produtor

A produção de etanol de milho e quais suas vantagens para o produtor rural e para o Brasil foram debatidas durante o Fórum Mais Milho desta quarta-feira (19), durante a feira Norte Show, em Sinop. O evento, que integra a programação do projeto Mais Milho, contou com dois painéis, onde também foi discutido sobre como ser um campeão de produtividade.

Somente no ano safra 2023/24 as projeções apontam uma moagem de aproximadamente 13,5 milhões de toneladas de milho para a produção de etanol, dos quais 9,35 milhões somente em Mato Grosso. Os números foram apresentados pelo superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer.

Uma ferramenta à mais para o produtor

O etanol de milho, de acordo com o presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, chegou como uma ferramenta à mais para o produtor mato-grossense e brasileiro.

No ano safra 2023/24 as perspectivas apontam para uma produção de seis bilhões de litros de etanol de milho, salienta Nolasco.

É mais um nicho de mercado. Vale lembrar que a cana é sazonal. Ficava-se um período com a indústria parada. E, o milho traz segurança e até competitividade no preço do combustível. É uma indústria que começou a se consolidar”, disse o presidente da Unem.

No que tange a segurança de haver o combustível durante todo o ano, Nolasco pontuou ainda a garantia que traz também do etanol anidro para a mistura de 27% na gasolina, uma vez que já se registrou problemas de oferta diante da quebra da safra de cana.

Agregação de valor para além das usinas

O etanol de milho é visto como um grande agregador de valor. Além de fomentar a produção do cereal em Mato Grosso e no país, ele gera co-produtos como o óleo e o DDG, DDGS, estes últimos usados na ração animal, além de fomentar a geração de energia e a produção de florestas plantadas de eucalipto.
 

Esses co-produtos (DDG e DDGS) estão entrando pesado na pecuária, em especial da cadeia leiteira. Seja para utilizar como complemento proteico na alimentação à pasto ou confinamento”, comentou o professor da USP e especialista em DDGS, Flávio Portela.

Na Inpasa, segundo o gerente de DDGS, Daniel Sarmento, o co-produto é produzido com 32% de teor de proteína, seguindo o padrão dos Estados Unidos de DDGS 30%. Ele comentou que a busca pelo co-produto do etanol de milho é crescente para a suplementação animal.

Produção de milho atende todos os mercados

Questionado se poderia faltar milho para as usinas de etanol com a abertura da China para o milho brasileiro, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, foi categórico ao dizer que “Tem mercado para mundo”.

Nolasco frisou que as usinas de etanol possuem a grande vantagem de ter as lavouras de milho em suas portas, ao contrário do mercado chinês que precisa atravessar oceano.

O Brasil deve produzir cerca de 125 milhões de toneladas de milho e uma exportação de aproximadamente 50 milhões de toneladas. Em seis anos saímos de quatro milhões de hectares para 7,4 milhões de hectares de milho em Mato Grosso. Então, o Brasil tem capacidade de produzir”.

Máxima produtividade

Mato Grosso na safra 2022/23 deve produzir cerca de 46,4 milhões de toneladas de milho em uma área de 7,4 milhões de hectares, extensão, inclusive que corresponde a aproximadamente 70% da área destinada para a soja. Na safra 2021/22 foram 43,8 milhões de toneladas.

Dados do Imea apontam para o atual ciclo uma produtividade média de 104,29 sacas por hectare, contudo é possível ver produtor colhendo o dobro da média estadual.

Um bom exemplo de máxima produtividade de milho é o agricultor Cristian Dalben, campeão nacional de produção de milho com 248 sacas colhidas por hectare na safra 2022.

Conforme ele, o cereal ocupa um espaço de 1,8 mil hectares em sua propriedade e a média de produtividade obtida é de 176 sacas por hectare. O resultado, que lhe proporcionou o título de campeão em produtividade, foi obtido em um talhão semeado no final de janeiro de 2022.

Além do plantio dentro da janela ideal, o produtor pontua que a adubação, o emprego da tecnologia, o manejo adequado e o clima foram fatores cruciais para o resultado.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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