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Especiais Selectus nº 6601

FAO – a pecuária salvará o mundo?

Pecuária – Os alimentos de origem animal terrestre são fundamentais para a alimentação humana, asseguram o livro “ Contribuição dos alimentos de origem animal terrestre a dietas saudáveis ​​para melhorar a nutrição e os resultados da saúde ”, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Fonte: Fonte: TodoElCampo – Tradução livre: www.terraviva.com.br Foto de capa: Photo by Bom Vivant on Unsplash
FAO – a pecuária salvará o mundo?

“Os diversos alimentos derivados dos sistemas de produção pecuária, incluindo pastagens e a caça de animais selvagens, fornecidos proteínas de alta qualidade, gorduras importantes e diversas vitaminas e minerais, o que contribui para dietas saudáveis ​​para melhorar a nutrição e a saúde”, publicou a FAO, em um artigo na página da web.

Acrescenta que rebanhos, em suas diferentes espécies, “estão adaptados a uma ampla gama de ambientes, incluindo áreas que não são adequadas para a produção de culturas. A nível mundial, mais de um bilhão de pessoas dependem das cadeias de valor da pecuária para seu sustento”.

Além disso, “os pequenos produtores constituem uma grande proporção dos pecuaristas". Uma produção pecuária bem integrada aumenta a resiliência dos sistemas agrícolas de pequena escala. A pecuária também proporciona outros serviços ecossistêmicos importantes na gestão da paisagem, proporciona energia e ajuda a melhorar a fertilidade do solo”.

Em relação à pastagem, estas “ocupam em torno de 40% da superfície terrestre”, e são fundamentais porque “os pecuaristas criam animais de pastoreio para transformar a vegetação em alimento”.

Desafios que devem ser superados

Sem dúvida, existem desafios para cuidar e atender, como “a alta utilização dos recursos e a contaminação, a concorrência entre alimento humano e animal, as emissões de gases de efeito estufa (GEE), a resistência a antimicrobianos e o bem-estar animal, assim como enfermidades zoonóticas e transmitidas pelos alimentos, a acessibilidade e exequibilidade que devem ser resolvidos para que os sistemas agroalimentares sejam mais sustentáveis”.

Estudo baseado na ciência e na evidência

Nesse cenário, o Comitê de Agricultura da FAO pediu uma avaliação mundial abrangente, baseada na ciência e em evidências, da contribuição da pecuária para a segurança alimentar, os sistemas alimentares sustentáveis, a nutrição e as dietas saudáveis, levando em conta a sustentabilidade ambiental, econômica e social.

Em outro artigo também publicado no site da instituição, a FAO destaca que “a carne, os ovos e o leite são fontes fundamentais de nutrientes necessários que não podem ser obtidos facilmente de outros alimentos de origem vegetal”, assim afirma o artigo publicado.

Isso é muito importante para “algumas etapas chave da vida, como na gravidez, na lactação, na infância, na adolescência e velhice”.

Segundo o boletim, a carne, os ovos e o leite proporcionam uma gama de macronutrientes importantes, como proteínas, gorduras, carboidratos e micronutrientes que são difíceis de serem obtidos de alimentos de origem vegetal em qualidade e quantidades requeridas. Proteínas de alta qualidade, uma série de ácidos graxos essenciais, ferro, cálcio, zinco, selênio, vitamina B12, como a colina, e compostos bioativos como carnitina, creatina e taurina que são oferecidos por alimentos de animais terrestres e têm importantes funções para a saúde e o desenvolvimento do homem.

“O ferro e a vitamina A estão entre as deficiências de micronutrientes mais comuns em todo o mundo, particularmente entre crianças e mulheres grávidas. A nível mundial, mais de 1 a cada 2 crianças em idade pré-escolar (372 milhões) e 1,2 bilhões de mulheres em idade fértil sofrem com a falta de ao menos um de três micronutrientes: ferro, vitamina A e Zinco”, segundo o artigo da FAO.

E acrescenta: “Três quartos dessas crianças vivem na Ásia meridional e oriental, o Pacífico e a África subsaariana”. Isto se mantém em paralelo com o consumo de produtos animais: o consumo de alimentos de animais terrestres (incluindo leite, ovos e carne) varia amplamente em todo o mundo. Uma pessoa da República Democrática do Congo consome em média somente 160 gramas de leite por ano, enquanto que alguém em Montenegro consome 338 quilos. Quanto aos ovos, uma pessoa do Sudão do Sul consome 2 gramas em média ao ano em comparação com a média de 25 kg para uma pessoa de Hong Kong. A pessoa média de Burundi consome somente 3 kg de carne por ano, em comparação com 136 kg para alguém que vive em Hong Kong.

O livro de quase 300 páginas, é a “análise mais completa até agora dos benefícios e riscos do consumo de alimentos de origem animal e se baseia em dados e evidências de mais de 500 artigos científicos e uns 250 documentos de políticas”.  

Trabalho original completo, em inglês.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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