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Especiais Selectus nº 6603

RU - A crise de energia da indústria de laticínios

Energia/RU – A crise de energia é uma ameaça para todas as indústrias do Reino Unido (RU) e da Europa, impactando todas elas. A indústria de alimentos não é uma exceção: os preços atingiram os maiores níveis.

Fonte: Fonte: The Dairy Site – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Monika Grafik por Pixabay
RU - A crise de energia da indústria de laticínios

Como resultado, a escassez de energia fez com que os custos de produção disparassem, levando até mesmo ao fechamento de algumas indústrias de laticínios e fábricas de alimentos, que foram incapazes de acompanhar o crescimento.

O Conselho Europeu do Leite pediu à União Europeia (UE) a adoção de medidas para o setor de produção de laticínios e de alimentos, incluindo o preço de energia para as fazendas leiteiras, os processadores de leite e outros elos dentro da cadeia de produção de lácteos e de alimentos em geral. Muitos produtores ainda não conseguiram equacionar a explosão dos preços de energia, e a razão para isso é simplesmente a falta de atualização dos processos. Mudanças institucionais são necessárias – e os avanços tecnológicos são a resposta.

Tecnologia, automação e o setor lácteo

A utilidade do mundo da tecnologia e automação vem aumentando nos últimos anos. Quando se trata do processamento de laticínios, a automação desempenha um papel muito importante na melhoria da sustentabilidade e redução dos custos de energia. O uso de programas de automação de qualidade e a adoção de novas tecnologias pode ser altamente benéfico entre os processadores de leite e produtos lácteos quando usados corretamente.

Nas indústrias em geral, o aumento da automação e tecnologia nas linhas de produção criou uma miríade de benefícios. Os processos automatizados mantêm a qualidade e consistência dos produtos, removendo os erros do elemento humano que podem levar à inconsistência na aparência do produto, gosto e outros fatores. Quando se trata especialmente da indústria de alimentos, mesmo pequenos desvios dos padrões de qualidade esperados podem levar à rejeição do produto pelos clientes.

A automação tem papel chave rumo à sustentabilidade. Otimizar processos e reduzir desperdício são fundamentais componentes que levam a uma produção mais sustentável. No entanto, dado o aumento dos custos de energia, finalmente chegou a hora das indústrias de laticínios avaliarem seus processos operacionais, se eles são realmente eficientes em termos de energia, tanto quanto devem ser.

Pasteurização, uma tecnologia ultrapassada?

Um método utilizado para purificar os produtos lácteos, a pasteurização é um pilar fundamental para o setor de produção de lácteos. A tecnologia existe há quase cem anos, e as fábricas simplificam os processos para melhorar a qualidade dos produtos e reduzir desperdícios para aumentar a capacidade de produção.

A pasteurização envolve matar qualquer bactéria nociva através do aquecimento do leite a aproximadamente 72ºC por pelo menos 15 segundos, garantido que ele será seguro para beber além de aumentar a vida de prateleira. O processo precisa ser eficiente o suficiente para matar as bactérias, sem afetar o sabor ou o valor nutricional do leite.

Mas, como acontece com todos os processos e tecnologias, com o passar do tempo, são superados por tecnologias emergentes.

A pasteurização, especialmente na atual crise de energia, tornou a produção ineficiente em comparação com o crescimento de novas tecnologias similares. As linhas de processamento de lácteos não podem manter a alta demanda de energia necessária para aquecer e resfriar o leite e os lácteos. 

Sustentabilidade

Embora seja mais fácil para as empresas manterem tecnologias e processamentos que conhecem, é importante explorar alternativas para ultrapassar as tensões criadas com o fornecimento de energia.

Dentro das indústrias de alimentos e bebidas, a redução do uso de energia e a procura por novos processos é uma luta.

A produção de leite e todos os seus elos dentro da cadeia devem dar passos em busca de práticas mais sustentáveis e se afastarem daquelas de alta demanda de energia. Graças a tecnologias ecológicas já testadas, estão disponíveis e prontas para substituir equipamentos e práticas antigas.

É apenas uma questão de as empresas optarem por dar os primeiros passos para adotar essas inovações que podem reduzir a pegada de carbono e serem mais eficientes em termos de energia. E nunca houve um momento melhor para isso, do que agora.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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