A vez das marcas!
Marcas - É sabido que o setor de varejo está estrangulado na maioria dos segmentos que operam. Não por menos esta semana tivemos a notícia de que a Tok&Stock tem sobre seus ombros uma dívida de R$600 milhões, onde o pedido de falência por parte dos credores já está em curso assim como iniciativas internas de captação de recursos e recuperação das suas operações. Mais um varejista que a nossa geração conheceu tão bem, onde impossível apontar quem nunca equipou ou desejou equipar seus lares por lá…

Afinal, essa crise que o varejo passa não era difícil de prever após o duro golpe que foi a pandemia, onde a maioria dos segmentos sofreram com lojas fechadas, desemprego, massa salarial em queda, inflação e juros altos. O resultado não apontava ser otimista. O pós-pandemia produzindo uma classe média estrangulada por todos esses fatores e uma economia visivelmente combalida neste início 2023, e dando indícios claros de que 2024 ainda uma incerteza muito grande…
Empresas de varejo fechando suas portas, muitas com anos de operação e reconhecimento de marca pelo público em parte é resultado disso tudo.
Crises geram oportunidades
Com o varejo literalmente se equilibrando nas cordas para manter seus sinais brilham em dia surgem oportunidades. Neste caso estou falando das marcas e da indústria de consumo se lançarem diretamente ao B2C ou mesmo estabelecerem parcerias estratégicas com esse varejo tão necessário. Assim, ganha uma oportunidade de se aproximar mais do consumidor final e com isso ainda é capaz de alcançar maior consolo junto aos clientes gerando vendas e fidelização. Afinal, as marcas sabem como ninguém “apresentar” seus produtos, muitas vezes uma carência recorrente no varejo que por vezes não apresentam/representam esses mesmos produtos como deveriam.
Um dos caminhos mais rápidos para essa aproximação junto aos consumidores é o desenvolvimento dos canais diretos (D2C – Direct to Consumer), digitais e/ou físicos, exercendo diversas funções, tais como engajamento, orientação de uso, prestação de serviço e geração de conteúdo. Além é claro do processo transacional em si.
Mas será que não há outros caminhos para essa oportunidade? Que tal um olhar minucioso no modelo de distribuição passando a analisar e considerar possíveis e rentáveis formas de distribuir produtos e serviços diretamente, indiretamente, por meio de brokers ou mesmo operadores logísticos ou ainda até reestruturando esse ecossistema como um todo?
A indústria de consumo pode fazer muito mais para aproveitar esse momento e, fazendo mais, pode ampliar os benefícios para a cadeia, incluindo o varejo, onde minha crença e opinião é não haver sobreposição e sim compensação e parceria.
Trade Marketing é outra ação que deveria estar na mira da indústria. Reavaliar o quanto investem nessas atividades e, no mínimo, considerar ser mais bem otimizadas, revendo os seus times de promotores, rotas e canais beneficiados.
Reafirmo que acredito que ações como essas podem fazer o mercado como um todo ganhar! Presença e visibilidade mais fortes das marcas. Não há dúvida que todos se fortalecem! Consumidores com maior conhecimento e escolhas, Varejo com atratividade e acesso ao que a indústria inova e a própria indústria repensando e expandindo seus canais, diretos ou indiretos.
Como gerenciar essas oportunidades e riscos são questões que estão na cabeça dos decisores de negócios o tempo todo. Nossa equipe de consultores constrói soluções para esses dilemas na prática, diariamente e com muitas horas de projetos que podem auxiliá-los a tomarem caminhos assertivos ou alternativas para o desenvolvimento dos seus dilemas.
















