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Cúpula do G7 começa nesta sexta no Japão com guerra da Ucrânia como tema principal

G7 - Com início nesta sexta-feira (19), a cúpula do G7 acontece até o próximo dia 21 em Hiroshima, no Japão, e terá como assuntos principais a guerra na Ucrânia e o aumento da herança nas principais economias do mundo. Além das nações membros está prevista a participação de representantes de países convidados e de organismos como as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional.

Fonte: Fonte: UOL | Foto de capa: Imagem de 995645 por Pixabay
Cúpula do G7 começa nesta sexta no Japão com guerra da Ucrânia como tema principal

Banco Mundial e União Europeia, entre outros. Com início nesta sexta-feira (19), a cúpula do G7 acontece até o próximo dia 21 em Hiroshima, no Japão, e terá como assuntos principais a guerra na Ucrânia e o aumento da inflação nas principais economias do mundo. Além das nações membros está prevista a participação de representantes de países convidados e de organismos como as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e União Europeia, entre outros. 

A cúpula de Hiroshima é uma oportunidade para os líderes do G7 mostrarem sua tradição em defender a ordem internacional baseada no Estado de Direito e fortalecer seus amigos. Outros temas ainda previstos e que serão observados durante as oito sessões de renda de trabalho são o enfrentamento das vulnerabilidades dos países de média e baixa por conta da crise, a interferência de ações violentas à mudança do clima e à transição energética, ajuda internacional para a obtenção do equilíbrio energético, o fortalecimento da arquitetura internacional no campo da saúde pública, o desarmamento nuclear, alimentação, saúde e desenvolvimento.

A presidência japonesa convidou ainda os líderes da Austrália, Brasil, Comores, Ilhas Cook, Coreia, Índia, Indonésia e Vietnã para participar de várias sessões de trabalho durante a cúpula. Ao fim do encontro, um comunicado com os resultados obtidos deve ser divulgado. Guerra, diamantes e um pedido de reparações Os líderes do G7 vão discutir ainda uma maneira de rastrear o comércio de diamantes russo, o que pode ser um primeiro passo para impor restrições ao país, disse um funcionário do G7 à Reuters, nesta quinta-feira (18). A questão dos diamantes russos e das possíveis sanções não é nova e suscita divergências na União Europeia. 

A Bélgica, que abriga o principal centro mundial de comércio de diamantes em Antuérpia, sempre se opôs. Entretanto, isso não impediu a Polônia de propor uma nova rodada de sanções contra a Rússia em abril, sugerindo penas mais duras quanto ao petróleo russo e implementando um mecanismo para a importação de diamantes. 

O responsável europeu alertou que não haverá acordo nesta fase dentro do bloco comunitário, mas se disse otimista quanto às possibilidades de progresso durante a cúpula. De acordo com o World Diamond Centre na Antuérpia, as sanções levariam a cidade a perder cerca de 30% do seu negócio de diamantes e beneficiariam, acima de tudo, os concorrentes. Para o organismo, a decisão de comprar ou não pedras preciosas russas deve, antes de tudo, ser do cliente

Já na última quarta-feira (17), Estados Unidos, Japão, Canadá e quase todos os países europeus assinaram um registro de danos de guerra causados ??pela invasão russa da Ucrânia. Este arquivo permitirá solicitar reparações e ações judiciais contra Moscou pelas milhares de vítimas e os bilhões de euros de destruição. "Queríamos uma justiça centrada na vítima", disse a secretária-geral do Conselho da Europa, Marija Pej?inovi? Buri?. 

A iniciativa pretende mostrar que o processo de "justiça para a Ucrânia" avança, mesmo quando a perspetiva de um possível tribunal especial para crimes de guerra cometidos durante a invasão permanece distante. A Ucrânia, que faz parte do Conselho da Europa, acolheu a criação do registro, que terá sede em Haia (Holanda), tal como o Tribunal Penal Internacional (TPI). "

Não haverá paz confiável sem justiça", disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na noite de terça-feira (16) por videoconferência. Lula chega ao Japão nesta sexta Representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil participa da cúpula como convidado. Neste primeiro dia, a agenda deve ser dedicada a encontros bilaterais e o Itamaraty tenta ainda organizar uma reunião com o presidente da França, Emmanuel Macron. 

Nos próximos dias, a agenda do presidente inclui ainda reuniões de trabalho com temas como meio ambiente, futuro da humanidade e enfrentamento de crises. Além destes assuntos, o Itamaraty informou que Lula abordará temas que tem defendido em reuniões internacionais, como o desenvolvimento econômico, social e sustentável dos países em desenvolvimento e a necessidade de pensar em formas para alcançar a paz para superar conflitos existentes.

Apontado há meses como um possível mediador para um acordo de paz na Ucrânia - um dos principais tópicos desta reunião do G7 - Lula acabou não se concretizando como tal, especialmente após as críticas ao país, atacado pela Rússia, em uma guerra que já dura mais de um ano. Mesmo assim, o assessor-especial do Planalto, o ex-chanceler Celso Amorim, teve conversas com os presidentes russo, Vladimir Putin, e ucraniano, Volodymyr Zelensky. Esta é a sétima participação de Lula em uma cúpula do G7. 

O que é o G7 Chamado também de o "Grupo dos Sete", trata-se de um grupo informal composto por sete países, que estão entre as maiores e mais industrializadas economias do mundo. São também estas nações que possuem grande influência estratégica, política e militar. Fazem parte: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Japão, França, 

Reino Unido e Itália. Formado em 1977, o G7 realiza encontros anuais com o objetivo de discutir e tomar decisões importantes nas áreas de economia, problemas sociais mundiais, questões e conflitos militares, meio ambiente, política internacional e comércio internacional, entre outras. Em 1988, o grupo aceitou a entrada da Rússia e passou a ser chamado de G8 ou G7+Rússia, mas o país foi excluído em 2014 por conta da anexação da Crimeia, ação contestada pela União Europeia.

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