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Especiais Selectus nº 6619

Uruguai – Incertezas na China dificultam a venda de lácteos

Mercados/UR – O vice-presidente da Conaprole, Alejandro Pérez Viazzi, fez parte da delegação oficial de empresários uruguaios que participaram da última feira SIAL Xangai, onde exploraram novas oportunidades comerciais.

Fonte: Fonte: Tardáguila Agromercados – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Justsee Business por Pixabay
Uruguai – Incertezas na China dificultam a venda de lácteos

Em entrevista ao programa Valor Agregado da rádio Carve, Pérez Viazzi disse que é complexo projetar o que pode ocorrer com a demanda e o posicionamento da China em relação aos produtos lácteos porque o consumo do gigante asiático está “muito estável”, depois das interrupções estabelecidas para conter os surtos de Covid-19. “Têm a expectativa de crescer entre 2% e 3% a demanda por leites fluidos; mas não produtos com maior valor agregado como iogurtes. De qualquer forma têm um potencial enorme para crescer. A economia chinesa está com dificuldade de crescimento em suas exportações. Seguramente, este ano e parte do ano que vem, será difícil a comercialização de produtos lácteos com esta região”, afirmou.

O vice-presidente sempre busca aproveitar instâncias como a SIAL para “ser criativo e buscar oportunidades” de negócios futuros. “Trouxemos algumas possibilidades para serem estudadas junto ao nosso departamento de exportações”, disse.

Lembrou, entretanto, que a partir de 1º de janeiro de 2024 a Nova Zelândia passa a ter tarifas alfandegárias 0% para a entrada de seus produtos na China. Aí o Uruguai passa a ter uma desvantagem de 10% com um concorrente direto. “É um diferencial muito alto e ainda mais com os preços de hoje da Fonterra. Aí será muito difícil fechar negócios”. A Conaprole confia que alguns de seus clientes históricos estejam dispostos a absorver parte da diferença que hoje está entre US$ 300-400 por tonelada.

“O Uruguai e a Conaprole procuram diversificar seus mercados. O Uruguai é um país amigo da China, há 35 anos, desde a abertura comercial e do início das relações diplomáticas e comerciais. Nós, da cooperativa, focamos muito em todos os temas relacionados à sustentabilidade e que, de alguma forma, é o que demandam os consumidores em todas as partes do mundo”, concluiu.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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