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Especiais Selectus nº 6635

Rabobank – “É sempre escuro antes de amanhecer” - 2º Relatório dos lácteos de 2023

Produção – Os efeitos acumulados da alta inflação no preço dos alimentos nos últimos 24 meses, junto com a lenta atividade econômica em 2023, levaram à queda da demanda de lácteos em mercados desenvolvidos e emergentes, de acordo com o novo relatório do Rabobank.

Fonte: Fonte: Rabobank – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Reinhard Thrainer por Pixabay
Rabobank – “É sempre escuro antes de amanhecer” - 2º Relatório dos lácteos de 2023

No 2º relatório do ano, o Rabobank diz que várias empresas da Europa Ocidental, Austrália, Brasil, China e outros mercados emergentes estão vendo suas expectativas de venda serem frustradas em 2023 (especialmente em termos de volume).

“As famílias em muitas regiões estão sob pressão financeira, o que vem impactando no comportamento de compras”, diz o relatório.

“No entanto, uma notável exceção é os Estados Unidos da América (EUA), onde atualmente a demanda dos consumidores por produtos lácteos permanece firme”.

O relatório diz que a produção global de leite está perdendo força, e que o fraco aumento da produção pode estabilizar os preços no mercado global.

Depois de um prolongado período de contração, cinco trimestre encerrados no terceiro trimestre de 2022, a produção de leite global começou uma modesta expansão (contra fracas bases de comparação).

O crescimento foi atribuído aos ganhos na UE e nos EUA, enquanto que na Oceania e América do Sul continuou a queda da produção até o 1º trimestre de 2023. O clima seco na América do Sul e partes da Europa deve ser monitorado pois, é um fator chave impactando na produção, particularmente na Europa, no terceiro trimestre.

Custos de insumos mais baixos podem ser um alívio para as margens dos produtores. O otimismo recente sobre a colheita da segunda safra de milho do Brasil, combinado com grandes exportações de grãos pela Rússia, a renovação do acordo de transporte de grãos ucranianos pelo Mar Negro, uma boa colheita na UE e o plantio acelerado de milho nos EUA continuam reduzindo os preços. A ração mais acessível oferece algum alívio, já que o preço do leite ao produtor vem diminuindo no mundo todo. Nos EUA, no entanto, a queda do preço do leite superou a redução do custo da ração, adicionando mais pressão sobre as margens dos produtores.

A produção de leite chinesa continua aumentando enquanto as importações declinam. A expansão das fazendas e os contínuos ganhos de produtividade impulsionam a produção doméstica de leite. Enquanto isso, as importações chinesas de lácteos (em equivalente litros de leite, excluído o soro de leite), declinaram no 1º trimestre de 2023, adicionando mais pressão sobre as já fracas cotações globais no curto prazo.   

“Nossa perspectiva atual é de que a queda na produção da União Europeia (UE) e dos EUA, e o limitado crescimento em outras regiões, exercerá pressão sobre os preços globais de lácteos a partir do terceiro trimestre de 2023, e até 2024”, afirma a analista Emma Higgins do Rabobank.

Perspectivas sobre a Nova Zelândia

O relatório diz que foi um outono fraco para os produtores de leite da Nova Zelândia com as projeções do preço do leite se movendo para baixo em 2023 e as condições do tempo impactando no volume de leite produzido.

Higgins disse que a previsão do Rabobank para o preço do leite na temporada 2023/24 será de NZ$ 8,20 por quilo de Matéria Seca (kgMS) – um ligeiro aumento em relação à previsão de abertura anunciada pela Fonterra no final de maio, que foi de NZ$ 8,00/kgMS.

“O preço do leite ao produtor nesses níveis significa que a lucratividade permanecerá sendo um verdadeiro desafio para muitos produtores de leite durante a temporada”, disse ela.

“Embora a lucratividade dependa do sistema operacional e estilos de manejo, os preços previstos para o leite ao produtor estão agora iguais ou inferiores às estimativas dos custos médios de produção do Rabobank.

“Felizmente para os proprietários fornecedores da Fonterra, um dividendo especial de 50 centavos será pago em agosto. No entanto, certos fornecedores de outras indústrias de leite poderão ser confrontados com um inverno frio, pagamentos atrasados e mínimos ou mesmo inexistentes durante o inverno e a primavera, em decorrência do modelo diferente de adiantamentos”.

O relatório diz que a produção de leite na Nova Zelândia poderá aumentar na próxima estação, com o banco projetando uma taxa de crescimento de 1% em relação à temporada anterior.    

Acesse aqui a matéria na íntegra

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