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Especiais Selectus nº 6639

Argentina – Os novos sistemas regenerativos apresentados no Congresso Leiteiro CREA

Pecuária regenerativa/AR – A pecuária regenerativa está tomando um impulso muito significativo na última década nos sistemas dedicados a produzir carne e lã. No entanto, ainda é uma novidade entre os produtores de leite.

Fonte: Fonte: agrositio – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by DeepMind on Unsplash
Argentina – Os novos sistemas regenerativos apresentados no Congresso Leiteiro CREA

Rodolfo Zechner e Matías Peluffo, integrantes dos CREAs [Consórcio Regional de Experimentação Agrícola) San Martín de las Escobas-Colonia Belgrano e Tambero 9 de Julio, respectivamente, representam alguns dos poucos casos que se animaram a transitar este caminho da leiteira convencional. Três anos atrás Rodolfo contava com fazenda de base pastoril típica na região central de Santa Fe. Mas deixou de semear pastagens e depois também cultivos para perenizar 100% da superfície produtiva. A carga passou assim de 2,4 para 1,6 vacas por hectare. Ainda que a produção total obviamente tenha caído, a produção individual foi mantida.

“O resultado econômico que tínhamos antes da transformação era similar ao atual pela enorme redução dos custos e além disso, atualmente contamos com serviços ambientais, que podem ser comercializados como bônus de carbono”, assegurou o empresário durante a palestra proferida no Congresso Lechero CREA que foi realizado na cidade de Rosario.

Um aspecto central da produção de leite regenerativa é a metodologia de manejo holístico das pastagens criado pelo africano Allan Savory, que na Argentina é representado pela empresa Ovis 21. O método deixa “descansar” o tempo suficiente as espécies – tanto nativas como forrageiras – presentes no pasto para promover uma recarga de biomassa aérea e subterrânea que contribua para gerar uma acumulação progressiva de carbono no sistema.  

“O manejo holístico nos ajuda a entender e respeitar o tempo da natureza”, afirmou o produtor. “Renascemos encontrando nosso propósito, que é aprender a regenerar a terra em que vivemos e obter alimentos de alta qualidade vital, que as pessoas possam desenvolver e compartilhar nossa experiência com a comunidade; desde que começamos este caminho recebemos a visita de mais de 600 pessoas para observar nosso sistema de produção”, acrescentou.

O mesmo caminho está sendo percorrido por Matías Peluffo a partir da iniciativa de dois sócios produtores de leite que gerenciam uma das cinco fazendas que integram a empresa familiar.

“Matías e Patricia (os dois sócios produtores de leite) decidiram estudar agroecologia e nos somamos a essa iniciativa para avaliar se podíamos adicionar valor à empresa com esse conhecimento; eles nos motivaram a introduzir o manejo holístico”, disse.

O casamento – entre um agrônomo e uma bióloga – que havia entrado na empresa em 2013, conseguiu alinhar seu próprio propósito com o da empresa de produção de leite. “O sistema está sendo testado em uma das cinco fazendas leiteiras; vamos aos poucos, mas estamos obtendo bons resultados”, comentou Matías.  

Acesse aqui a matéria na íntegra

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