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Especiais Selectus nº 6644

Espanha – Identificados os genótipos de vacas que emitem menos metano

Genética – Pesquisadores espanhóis controlam as emissões de metano diretamente dos animais dentro das fazendas leiteiras, junto com as informações genéticas do rebanho. Através de modelos estatísticos e matemáticos eles conseguiram identificar aqueles genótipos que conferem uma característica dos animais que implicam em menores emissões de metano durante a fermentação do alimento no rúmen.

Fonte: Fonte: Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by THAVIS 3D on Unsplash
Espanha – Identificados os genótipos de vacas que emitem menos metano

Trata-se de um projeto coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisa e Tecnologia Agrária e Alimentar (INIA) do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC).

O cálculo do mérito genético dos indivíduos é uma das ferramentas mais importantes na melhora genética das espécies pecuárias e permite identificar aqueles que transmitem as características desejáveis à sua descendência. Este novo valor genético de emissões de metano se une aos já existentes de produção, saúde e bem-estar e que serão transmitidos para as novas gerações de vacas leiteiras, fazendo com que o rebanho formado futuramente seja mais produtivo, sadio e sustentável.

Durante o projeto foram medidas as emissões de mais de 2.000 vacas de 4 comunidades autônomas da Espanha, utilizando um sistema de sensores para não interferir no comportamento natural dos animais.

“Estes sensores medem cada segundo a concentração de gases nos cochos das fazendas com robô de ordenha enquanto o animal come. Depois é obtida uma amostra de sangue do pelo do animal para estudar suas variantes genéticas e identificar aquelas relacionadas com o tipo de microrganismo que povoam o rúmen do animal e faz com que ele produza menos metano durante a digestão.

Este metano é expelido para a atmosfera, principalmente pelos arrotos, e é um gás de efeito estufa (GEE) com um poder de aquecimento 28 vezes superior ao do CO2 em um período de 10 anos”, explica Óscar González Recio, pesquisador do CSIC no INIA e responsável pelo projeto.

O projeto é um exemplo de pesquisa e transferência ao setor, posto que agora a Confederação Nacional de Associações de Frisona Espanhola (Conafe) será responsável pela coleta dos dados de forma rotineira nas fazendas inscritas no projeto e que passarão a ter avaliações genéticas oficiais. A Espanha passa a ser o segundo país que publica avaliações genéticas de emissões de metano, depois do Canadá, e o primeiro utilizando medidas diretas na fazenda. Atualmente já existem informações fenotípicas e genéticas de quase 3.000 vacas, de 7 Comunidades Autônomas. “Com estes dados e nossos modelos matemáticos podemos identificar aqueles reprodutores cuja descendência emitirá menos metano durante a digestão de alimentos, ou seja, serão mais eficientes e sustentáveis. Só precisamos de uma amostra de sangue do pelo para identificar as variantes genéticas do animal e calcular seu mérito genético. Esta amostra será obtida de forma rotineira nos programas de melhora do gado leiteiro”, destacou González Recio.

O pesquisador Oscar Gonzàlez Recio junto com Aser García Rodríguez do Instituto Vasco de Pesquisa e Desenvolvimento Agrário e o apoio da Confederação Nacional de Associações de Frisona Espanhola levaram a cabo este projeto que começou em 2017 financiado pelo Ministério de Economia e Concorrência e que denominaram Metalgen.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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