TLC NZxUE está sendo contestado por alguns agricultores europeus
Leite/Oceania – A recente aprovação, pelo Conselho Europeu, do tratado de livre comércio entre a Nova Zelândia e a União Europeia (TLC-NZxUE) é mais um passo para a conclusão do tratado, o que poderá ocorrer no próximo mês. O acordo é contestado por alguns agricultores europeus, alegando que eles poderão ser prejudicados com a inundação de produtos lácteos da Nova Zelândia no continente. Detalhes sobre o acordo sugerem que a indústria de laticínios da Nova Zelândia poderá acumular exportação até um valor máximo de US$ 120 milhões.

Relatórios indicam que os volumes e valores de lácteos exportados pela Nova Zelândia no mês de maio de 2023 aumentaram para todas as principais commodities lácteas. Os volumes totais subiram 35% em comparação com maio de 2022, e os valores 15% na comparação interanual. Os aumentos foram de 9% e 25% para o leite em pó integral (WMP) e leite em pó desnatado (SMP), respectivamente.

Uma boa notícia para a indústria de laticínios da Austrália foi a divulgação de que a produção de leite aumentou 1,6% na comparação interanual. Foi o primeiro aumento observado nessa temporada de baixa produção, diante das adversidades climáticas e a fraca captação de leite pelas indústrias. Houve aumento em New South Wales, Austrália Ocidental e Tasmânia mostram os relatórios, enquanto que Victoria, Queensland, e South Australia tiveram declínios.
Já as exportações não apresentaram um resultado favorável. No mês de abril houve declínio de 25% na comparação interanual, em um cenário onde a concorrência pela matéria-prima está acirrada. Como consequência, o preço do leite ao produtor não acompanha as reduções registradas ao nível global, criando preocupações sobre essa dissociação, pois, o valor pago internamente é incompatível com as cotações das commodities destinadas aos mercados internacionais.

















