Uruguai – O mercado brasileiro de lácteos muda e aumentam os desafios
Exportações/UR – O Brasil, o grande impulsionador das exportações de lácteos local na primeira metade do ano, hoje está em uma situação totalmente diferente. “No mês que vem e nos meses subsequentes o Brasil terá leite e começa a reagir de forma bastante agressiva.

Portanto, as perspectivas para os próximos meses do segundo semestre parecem ser bastante complicadas e complexas para o setor lácteo uruguaio”, disse a Tiempo de Cambio da radio Rural Martín Berrutti, gerente comercial de Estancias del Lago.
As exportações de lácteos foram boas no primeiro semestre. Tiveram o menor valor em fevereiro e depois foram subindo até junho. O grande propulsor de vendas externas foi o Brasil, de longe o principal comprador entre janeiro e junho com 57.036 toneladas pelo valor de US$ 225 milhões. O principal produto para esse destino foi o leite em pó integral.
“Os brasileiros reduzem os preços e paralelamente a produção vem crescendo. Assim, os industriais pressionam fortemente”, comentou Berrutti. “Se olharmos para frente o panorama é cinza”, disse.
“Vínhamos observando certas barreiras” não alfandegárias, comentou Berrutti. “O panorama futuro é complexo”.
Além do Brasil, também aumentaram os desafios na China. No GDT a participação desse país como comprador de leite em pó integral vem caindo e no último evento a participação foi 15% menor, a mais baixa dos últimos 10 anos, comentou Berruti.
A China ficou em quarto lugar como comprador de lácteos uruguaios no primeiro semestre. Em maio e junho foram registrados os menores volumes mensais.
















