FAO prevê que Produção de leite mundial cresça 0,9% em 2023
Produção – A produção mundial de leite em 2023 está prevista em 944 milhões de toneladas, um aumento de 0,9% em relação a 2022, de acordo com recente relatório da Organização Mundial Para Alimentação e Agricultura (FAO).

Se isto se confirmar, este será o segundo ano consecutivo de crescimento fraco, desta vez com reduções significativas na América do Sul, África, Europa e Oceania que não conseguirão ser compensadas pelas expansões limitadas na Ásia, América do Norte, América Central e Caribe.
O crescimento da produtividade animal e aumento do rebanho na Índia e no Paquistão, junto com a produção em fazendas de larga escala na China, representarão a expansão da produção de leite na Ásia.
Da mesma forma, a produtividade e o número de vacas de leiteiras podem aumentar o volume de leite na América do Norte, apesar das baixas margens dos produtores e o potencial crescimento do envio de vacas para o corte, já que os preços da carne estão bastante atraentes.
O México provavelmente impulsionará a expansão na América Central e Caribe, onde os melhores sistemas de manejo e tecnologias continuam impulsionando o crescimento da produção. Parte do declínio previsto para 2023 pode ser atribuído às baixas margens de produção, o potencial impacto de eventos climáticos extremos e outras condições desafiadoras de produção, especialmente a escassez de mão de obra.
O comércio mundial de produtos lácteos está previsto em 85 milhões de toneladas (em equivalente leite) em 2023, perto da estagnação em comparação ao nível do ano passado, já que a maior demanda da América Central, Norte da África, Oriente Médio e Sudeste Asiático poderão contrabalançar a queda das importações da China, Unirão Europeia e Malásia, entre outros países.
O aumento da oferta nacional e os elevados estoques, especialmente de leite em pó integral, estão por trás da contração das importações pela China. Em muitos países em desenvolvimento as condições econômicas representam os desafios, além da depreciação da moeda e disponibilidade limitada de divisas estrangeiras para o comércio internacional. A expectativa é de que essas contrações sejam parcialmente compensadas pelas elevadas compras de diversos países, especialmente Argélia, México, Austrália e Indonésia, impulsionadas pela crescente demanda da indústria de alimentos, que excede a oferta nacional.
















