Conaprole – Exercício agridoce: exportação recordes, mas resultados negativos
Conaprole – A Conaprole alcançou um recorde de faturamento, associado ao volume que a cooperativa exportou nos últimos 12 meses, e sobretudo o preço obtido pelos produtos, além dos resultados obtidos no mercado interno.

Depois de informar isto a El Observador, Daniel Laborde, diretor da Conaprole, destacou que para estabelecer esse recorde foi fundamental as vendas para o Brasil e valores bem interessantes.
No entanto, apesar desse cenário positivo, é muito possível que o resultado do exercício seja negativo para a Conaprole.
A explicação é que o preço pago pelo leite cru foi acima do indicado pelo mercado, com o objetivo de apoiar o produtor de leite em um momento de sérias dificuldades econômicas e financeiras em decorrência da seca.
De qualquer forma, as perdas, disse Laborde, estão em um nível administrável, considerando o volume de faturamento e de endividamento da cooperativa.
Durante o exercício foi produzido um volume de leite muito importante, mesmo que estivesse 2% abaixo do registrado no exercício anterior. Mas essa produção de leite foi a um custo elevado diante da necessidade de fornecer mais concentrados a preços elevados, além de comprar volumosos durante a adversidade climática.
As expectativas, acrescentou Laborde, não são as melhores, já que no curto prazo a demanda internacional de produtos lácteos no mercado internacional está em baixa. O mercado brasileiro está mais calmo e não está pagando o mesmo. A China está ausente do mercado internacional.
Essa realidade é desafiadora para a Conaprole, mas não exclusivamente. Também está complicado para outra indústria de porte mundial como a neozelandesa Fonterra.
A Conaprole capta de 72 a 73% de todo o leite produzido no Uruguai e do que é industrializado de 70 a 75% vai para exportação.
















