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Especiais Selectus nº 6665

Enfraquecimento da economia chinesa significa problemas para os lácteos

Lácteos/China – A economia chinesa desacelerou significativamente, o que não é uma boa coisa para os preços internacionais dos lácteos.

Fonte: Fonte: Dairy Herd – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Bolatbek Gabiden on Unsplash
Enfraquecimento da economia chinesa significa problemas para os lácteos

O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre cresceu 6,3% em relação ao mesmo trimestre de 2022, ficando abaixo das expectativas dos analistas. O número foi decepcionante, se for levado em consideração que o PIB do segundo trimestre do ano passado cresceu apenas 0,4%, a segunda menor taxa de crescimento dos últimos dez anos, sendo portanto, uma base muito fraca, explicou a analista Betty Bering, analista do Daily Dairy Report. O menor PIB da China ocorreu em 2020, durante a fase mais severa da pandemia. Se o PIB desacelerar muito mais, o país pode não alcançar a meta de ter um PIB de 5% em 2023, disse ela.

“A China está importando menos produtos lácteos, em parte, pela fragilidade da economia”, diz Bering. “A demanda por lácteos diminuiu apesar dos esforços do governo de tentar recuperar a economia após diversos bloqueios adotados para evitar a disseminação da Covid-19. Embora a economia chinesa tenha começado uma recuperação em dezembro de 2022, quando os bloqueios relacionados à pandemia foram suspensos, nos últimos meses ela enfraqueceu. Outros dados econômicos sugerem que existem problemas a serem superados e a redução da demanda por lácteos pode manter em ritmo lento os preços globais por mais algum tempo”.

As exportações chinesas também diminuíram, caindo 12,4% em junho na comparação com o mesmo mês de 2022, depois de terem declinado 7,5% em maio, também na comparação interanual. A crise imobiliária do país persiste.

Olhando para as importações de lácteos, as compras de leite em pó integral (WMP) aumentaram 37,6% em junho, na comparação interanual, chegando a quase 105,6 milhões de libras [47.900 toneladas], de acordo com o Data Monitor. Depois de um primeiro trimestre fraco, junho representou o segundo aumento consecutivo das importações na comparação interanual, disse Berning. No entanto, no acumulado do ano até junho, as importações de WMP pela China que chegaram a 610 milhões de libras, [276.691 toneladas], perda de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior, ou 500 milhões de libras, [226.796 toneladas], a menos.

“Representando 90% da fatia do mercado, a Nova Zelândia sentiu o peso do declínio das importações de WMP, e a fraca demanda chinesa está sendo a principal razão para os baixos preços do leite ao produtor nas temporadas 2022-23 e 2023-24”, observou Berning.  

As importações chinesas de leite longa vida (UHT) caíram em todos os meses deste ano, em relação ao mês correspondente de 2022. Em junho, a queda foi de 17%.

As importações de leite em pó desnatado (SMP) resistiram melhor que o WMP e o leite UHT. No 1º semestre o total foi de 460,4 milhões de libras, [208.834 toneladas], registrando aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado. Em junho foram compradas 63,6 milhões de libras, 20% acima das compras realizadas em junho de 2022, mas ficaram aquém das compras realizadas em junho de 2021, 75,5 milhões de libras.

Olhando um pouco mais para frente, Berning disse que a população da China pode ter alcançado o ponto crítico, com a taxa de natalidade caindo, e a de mortalidade subindo, em decorrência do envelhecimento da população.

Embora a China continue sendo um grande mercado para as commodities lácteas, sua importância pode estar diminuindo, particularmente se o país continuar investindo em sua própria indústria de laticínios, acrescentou ela.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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