As exportações neozelandesas de WMP subiram 69% no primeiro semestre de 2023
Leite/Oceania – Na Nova Zelândia, os relatórios de junho de 2023 mostram que a produção de leite declinou 0,4% em termos de sólidos e -1,8% em volume. As exportações totais em junho de 2023 cresceram 22% na comparação interanual, e subiram 10% no acumulado no 1º semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2022.

A variação dos volumes exportados por produtos foi: +24% para o leite em pó integral (WMP); +69% para o leite em pó desnatado (SMP), +6% para a manteiga e + 49% para queijos.
As exportações para os três principais destinos na temporada 2022-23 totalizaram: US$ 123 milhões para a China; US$ 24 milhões para a Austrália e US$ 22 milhões para os Estados Unidos da América (EUA).
No entanto, as incertezas rondam o principal produto de exportação da Nova Zelândia, o WMP, e o maior parceiro comercial neozelandês, a China.
De acordo com analistas do mercado, está havendo grande deterioração na demanda chinesa, e o volume exportado pela Nova Zelândia para o seu principal parceiro acumula queda de 30% desde o início do ano. O efeito é registrado no Global Dairy Trade (GDT), onde o WMP já caiu 4,5% este ano, e está 17% abaixo da cotação de um ano atrás. Esses valores irão impactar no preço do leite ao produtor quando iniciar a produção da primavera. Embora os representantes do mercado da Nova Zelândia observem que a atual demanda da China é volátil e assim deve permanecer até o final do ano, as perspectivas de longo prazo podem não ser tão adversas.

Na Austrália, com a queda da produção de leite, representantes do setor observam que a competição acirrada impacta na cadeia láctea de diversas formas, uma vez que a concorrência doméstica favorece os produtores de um modo geral, e as fazendas estão recebendo preços elevados pela matéria prima. Ao mesmo tempo, os altos preços dos lácteos proporcionam margens maiores para as indústrias, embora reduzam a participação da Austrália no mercado de exportação. Observadores avaliam que a competição interna pelo leite continuará forte em 2023-24.
Durante o inverno, a demanda por feno continua a aumentar dado que as pastagens sofreram uma destruição generalizada em algumas bacias leiteiras do país, pressionando os preços do volumoso, que estão excepcionalmente altos, embora relativamente estáveis, por enquanto. Os fornecedores de feno do sul mandam cargas para o norte do país.
Além disso, o grão para ração continua preenchendo as deficiências encontradas em fenos de menor qualidade. No sul, os produtores estão otimistas, e esperam que o crescimento das pastagens favoreça a produção de leite no curto prazo.

















