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Especiais Selectus nº 6670

Recuperação do Índice FAO dos alimentos em julho de 2023

Índices FAO – A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou hoje os preços mundiais dos alimentos.

Fonte: Fonte: FAO – Tradução livre: Terra Viva | Foto de capa: Terra Viva
Recuperação do Índice FAO dos alimentos em julho de 2023

Eles registraram alta em julho, em decorrência da extinção do acordo de transporte de grãos pelo Mar Negro e de novas restrições comerciais sobre o arroz.

O recuo dos preços internacionais do milho e do açúcar contrabalançaram, em parte, a importante alta registrada nas cotações do trigo e de óleos vegetais. 

Recuperação do Índice FAO dos alimentos em julho de 2023

Índices

O FAO Food Price Index (FFPI), índice FAO que acompanha os preços mensais dos alimentos mais comercializados no mercado internacional, registrou a média de 123,9 pontos em julho de 2023, correspondendo a alta de 1,3% em relação ao mês anterior e um recuo de 11,8% em na comparação com julho de 2022.   

Recuperação do Índice FAO dos alimentos em julho de 2023

Essa alta foi impulsionada pela brusca elevação do Índice FAO dos preços de óleos vegetais, que aumentou 12,1% em relação ao mês de junho, depois de sete baixas mensais consecutivas. Os preços internacionais do óleo de girassol recuperaram mais de 15%, impactados, especialmente, pelas incertezas geradas em relação às disponibilidades exportáveis depois que a Rússia colocou fim ao acordo de transporte de cereais através do Mar Negro. Os preços internacionais dos óleos de palma, de soja e de colza dispararam em decorrência das baixas perspectivas de produção nos principais países produtores.  

O índice FAO dos preços dos Cereais recuou 0,5% em relação a junho de 2023. A baixa foi atribuída à depreciação de 4,8% nas cotações internacionais de cereais secundários com o aumento da oferta sazonal de milho devido à colheita na Argentina e Brasil e as melhores expectativas de produção nos Estados Unidos da América (EUA). Os preços internacionais do trigo subiram 1,6%, registrando a primeira alta mensal em nove meses, diante das incertezas relacionadas às exportações ucranianas e do persistente tempo seco na América do Norte.

O Índice FAO de preços de todos os tipos de arroz subiu 2,8% em um mês e está 19,7% acima do índice de um ano atrás, atingindo o maior nível nominal desde setembro de 2011. A razão foi a suspensão, em 20 de junho, das exportações de arroz indica pela Índia, um prenúncio de pressão sobre o preço do arroz de outras origens, em um momento de restrição sazonal da oferta. Esta pressão “levanta preocupações significativas quanto à segurança alimentar de uma grande parte da população mundial, especialmente das pessoas mais pobres e aquelas que destinam boa parte de sua renda à compra de alimentos”, advertiu a FAO. As restrições às exportações podem impactar negativamente sobre a produção, o consumo e os preços e agravar a alta inflacionária dos alimentos em mercados internos de muitos países, acrescentou a FAO em sua análise.   

O índice FAO de preços do açúcar caiu 3,9% em julho, diante do avanço da colheita de cana-de-açúcar no Brasil e a melhoria das precipitações em grande parte das regiões produtoras da cultura na Índia, impactando nas cotações mundiais. Junto com isso vem a fraca demanda da Indonésia e da China, que são os dois maiores importadores de açúcar do mundo. As preocupações em relação às consequências do fenômeno El Niño sobre a produção de cana-de-açúcar, assim como o aumento internacional dos preços do petróleo bruto contiveram uma baixa maior dos preços.

O Índice FAO de preços da carne recuou 0,3% em relação ao nível de junho. As cotações das carnes bovina, ovina e de aves recuaram sob o efeito de uma grande disponibilidade, e até certo ponto, pela fraca demanda dos principais importadores. Por outro lado, os preços da carne suína subiram em razão da forte demanda sazonal conjugada à persistente oferta apertada na Europa Ocidental e EUA.

Índice FAO dos Preços dos Lácteos

O Índice FAO dos preços dos produtos lácteos cedeu 0,4% em julho e ficou estável em um valor inferior a 20,6% em relação ao índice de julho de 2022. Depois de uma queda brutal, os preços internacionais do queijo sofreram ligeira alta diante dos impactos do tempo quente e consequente declínio sazonal da oferta de leite na Europa.

O índice FAO dos Preços dos lácteos obteve a média de 116,3 pontos em julho, 0,5 pontos menos em relação a junho, registrando o sétimo mês consecutivo de queda. Ficou 30,2 pontos abaixo do valor registrado no mesmo mês do ano passado. O declínio em julho foi puxado pelas baixas cotações do leite em pó desnatado (SMP) e da manteiga, mantidas pelos subsídios da Europa durante as férias de verão. Também as incertezas em relação aos preços futuros estão mantendo um baixo interesse da demanda importadora nos próximos meses. Do outro lado, os preços do leite em pó integral (WMP) tiveram ligeira recuperação, impactados pelas taxas de câmbio, apesar do aumento da produção sazonal na Nova Zelândia. Após cinco meses de quedas acentuadas, as cotações mundiais de queijo tiveram ligeira recuperação, como reflexo do fortalecimento das vendas para o segmento de serviços de alimentos, além do declínio sazonal da oferta de leite na Europa.  

Recuperação do Índice FAO dos alimentos em julho de 2023

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