Financiamento climático: Egito e Tunísia têm maior acesso
Tunísia - A instituição financeira informa que a região precisa de US$ 280 bilhões entre 2020 e 2030 para apoiar a transição para uma economia de baixo carbono e adaptada à mudança do clima.

Na foto acima, plásticos retirados do rio Nilo, no Egito, como parte de evento para conscientização sobre poluição.
O relatório cita disparidades na região. Enquanto a Tunísia consegue quase metade do que necessita, a Mauritânia tem acesso a apenas 2,2% do que demanda para atender a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDCs). As NDCs são o compromisso de descarbonização assumidos pelos países em acordo internacional.
O relatório do banco também cita a lacuna entre as necessidades absolutas dos países e os reais fluxos financeiros. A Tunísia, apesar de estar no topo na região quanto à possibilidade de crédito, ainda assim não tem nem metade do que precisa. Segundo o AFDB, com exceção da Líbia, no Norte da África, o setor público e os doadores internacionais são as principais fontes de financiamento, respondendo por cerca de 80% dos recursos totais.
Segundo o relatório, os setores prioritários para financiamento climático no Norte da África são energias renováveis, transporte, agricultura e gestão da água. Mas isso varia. Na Tunísia e Marrocos, a maioria dos projetos são em energias renováveis e eficiência energética. Argélia e a Mauritânia focam na agricultura sustentável.
















