O corte no preço do leite representa retirar NZ$ 2 bilhões da economia da NZ
Leite/NZ – Economistas do BNZ dizem que a atividade econômica sofrerá “um golpe considerável” com a projeção do preço do leite mais baixo.

Eles estimam que a redução anunciada pela Fonterra representará um corte de NZ$ 2 bilhões nas receitas do setor lácteo no ano.
A cooperativa anunciou na semana passada o corte de NZ$ 1,00 por quilo de sólido do leite (kgMS) no preço ao produtor, reduzindo o ponto médio da faixa de preços para NZ$ 7/kgMS.
A medida da Fonterra veio depois de diversas quedas nas cotações das commodities na plataforma GlobalDairyTrade. No geral, a queda dos preços foi de 13,5% em dólar estadunidense, desde o início de 2023, e de 42,4% em relação ao pico alcançado em março de 2022.
Na publicação semanal do banco BNZ sobre as Perspectivas dos Mercados, o economista Doug Steel disse que se o preço da Fonterra previsto para os produtores representar as condições de todo o setor, “e não há motivo para pensar o contrário”, então corresponderá à redução da receita na ordem de NZ$ 1,9 bilhão.
“E comparado ao preço do leite da temporada passada, que deverá encerrar em torno de NZ$ 8,20/kgMS, representa perda de NZ$ 2,25 bilhões em receitas”, disse ele.
“Para o fluxo de caixa dos produtores da Fonterra, existirá uma certa compensação como o percentual elevado do preço a ser devolvido no início desta temporada, relativo às vendas recentes de ativos, que será o equivalente a NZ$ 0,50/kgMS, e à perspectiva de dividendos maiores. Mas o leite é a principal fonte de receita, e a queda do preço é acentuada”.
Steel lembra ainda que os lácteos são os principais produtos de exportação da Nova Zelândia, “então as mudanças são de importância macroeconômica”.
Menores retornos para o setor lácteo terão consequências nos fluxos financeiros regionais e na economia nacional. A atividade econômica real sentirá um “golpe perceptível” especialmente quando “forem considerados os efeitos multiplicadores”
“A redução da previsão do preço do leite em relação à temporada anterior equivale a cerca de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB), incluindo os impactos ao longo da cadeia, que poderá representar redução de até 1% no PIB”.
Os economistas do BNZ “têm sido cautelosos”, em relação às perspectivas de curto prazo e sobre os preços dos produtos primários de um modo geral.
“Esta foi uma das razões pelas quais prevemos consumo e investimentos domésticos relativamente fracos”, diz o relatório.
















