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Especiais Selectus nº 6675

Uruguai – Escola Superior de Lácteos: formação em um segmento com desemprego zero

Ensino – Localizada em Nueva Helvecia, no departamento de Colonia, a Escola Superior do Leite de Colonia Suiza é um centro de ensino do Departamento Geral de Educação Técnico Profissional (DGETP-UTU).

Fonte: Fonte: Portalechero.com – Tradução livre: www.terraviva.com.b Foto de capa: Photo by Hector Ramon Perez on Unsplash
Uruguai – Escola Superior de Lácteos: formação em um segmento com desemprego zero

São ministrados três cursos, dos quais participam 115 anos, que têm a formação prática e teórica na produção de leite e estágios em empresas do setor, em um segmento com desemprego zero.

No quilômetro 123,5 da Rota 52, a Escola Superior do Leite de Colonia Suiza está instalada em um terreno de 133 hectares, dos quais, 115 são destinados a atividades produtivas, entre elas, uma fábrica para a produção de queijos e outros produtos lácteos, uma ordenha, laboratórios, salas de aulas e quatro alojamentos: dois masculinos e dois femininos.

No estabelecimento, fundado em 1930, são ministrados três cursos: Bacharelado Agrário e as opções de nível superior: Técnico em indústrias de laticínios e Tecnólogo em sistemas de produção de leite. Esta última titulação é oferecida em convênio com a Universidade Tecnológica do Uruguai (UTEC), e para o qual a escola agrária coloca à disposição sua infraestrutura.

A diretora do centro, Ana Lacaze, disse que os cursos são muito procurados e que não há desemprego para os formandos. Todos os alunos que concluem os cursos estão trabalhando em empresas do setor de laticínios, assim como em laboratórios de diferentes tipos de companhias, ou desenvolvendo seus próprios negócios.

Este ano são 115 alunos entre 15 e 23 anos, dos quais, somente um pequeno percentual é oriundo da localidade. Os estudantes são procedentes de departamentos como Artigas, Canelones, Rocha ou Montevidéu; também chegam estudantes de países como Equador, Colômbia e Costa Rica, atraídos pelo prestígio internacional das carreiras. Os cursos terciários incluem práticas em empresas da região, e os estudantes podem ter sua primeira experiência de trabalho, que muitas vezes se converte em vínculo contratual no final do curso.

A instituição funciona na modalidade de internato, de segunda a sexta-feira. Na parte da manhã são alternadas as diversas atividades agropecuárias da escola e as aulas teóricas ocorrem no período da tarde. Os alunos que moram na escola, nos finais de semana colaboram com as tarefas habituais de manutenção do estabelecimento.  

A escola produz 1.900 litros de leite por dia, utilizado para elaboração dos diversos produtos pelos estudantes como queijos Colônia, Sbrinz, Dambo, Quartirolo, Ricota, entre outros e doce de leite, que são comercializados em Montevidéu. Outros produtos como sobremesas, iogurtes e sorvetes são destinados ao consumo interno dos estudantes.

Recentemente, através de uma iniciativa local, foi retomada a produção do queijo Yamandú, conhecido por ser a sobremesa oficial de Martín Fierro. O trecho da Rota Nacional 52 onde fica a escola leva o nome do criador da variedade, o técnico em laticínios e ex-trabalhador do centro educacional Luis Bertotto Nollenberger.

Sobre a entrada dos alunos no mercado de trabalho, Lacaze afirmou que, atualmente, as empresas exigem especificamente trabalhadores habilitados, os chamados “soft skills”, e afirmou que os currículos dos cursos estão sendo reformulados para fazer a adaptação.

O progresso tecnológico significa que conhecimentos de mecatrônica e computação, entre outras áreas, devem ser adicionados ao currículo. Por fim, a diretora destacou o bom relacionamento do centro educacional com a comunidade local, que atua intensamente em cooperativismo, e participação nas iniciativas regionais.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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