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Especiais Selectus nº 6679

A fraca demanda da China pode fazer os preços globais caírem ainda mais 

China – Elevados estoques de leite em pó integral (WMP), preços internacionais altos e subsídios governamentais para a autossuficiência doméstica impactaram as importações chinesas de lácteos em 2022.

Fonte: Fonte: Dairy Industries – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Rainier Ridao on Unsplash
A fraca demanda da China pode fazer os preços globais caírem ainda mais 

A tendência continuou em 2023, com quedas recordes de importações no primeiro semestre do ano em comparação com o ano anterior. A demanda por lácteos declinou em meio a uma onda de calor em todo o país e uma desaceleração no crescimento econômico.

Há uma forte correlação entre o crescimento econômico da China e as importações de lácteos. Na primeira metade do ano (janeiro-junho), às importações totais de produtos lácteos caíram 15,2% em relação ao ano anterior.

Principais tendências

- Importações chinesas de lácteos continuarão em declínio em 2023

- As importações atuais estão no menor nível em cinco anos

- As importações de WMP recuaram 45%

- A tendência é de que a produção doméstica continue alta

- A disponibilidade domésticas, demanda, margens, clima, e inflação devem continuar sendo monitorados para determinar para onde vão as importações

Soro de leite e queijo contrariam a tendência

A maioria das categorias de produtos importados pela China declinaram durante o período, exceção para o queijo e requeijão e produtos de soro de leite, contrariando a tendência. As importações de produtos de soro de leite subiram para alimentar o rebanho de suínos. Com a política de zero-Covid agora suspensa, a demanda por queijo aumentou a partir do setor de hotelaria, e as importações aumentaram 12,8%.

Pós, leite e manteiga declinam

As importações de WMP caíram 44,9% na primeira metade do ano. Compras de Leite e Creme, Manteiga e Butteroil caíram 24,9% e 14,3%, respectivamente.

A falta de demanda por parte do setor de panificação, confeitaria e indústrias de processamento de alimentos pesaram sobre as importações de manteiga. Todos os principais países exportadores viram os embarques de produtos lácteos para a China caírem, exceto os Estados Unidos da América (EUA). A Nova Zelândia continua a ser o maior exportador de lácteos para a China, mas na comparação interanual as remessas despencaram 22,5% no primeiro semestre do ano. As exportações a partir da Austrália declinaram cerca de 20% e a União Europeia (UE) enviou 13,8% menos  produtos. Apenas os EUA mostraram crescimento das remessas, que foi de 19,2% no período.

Aumento da oferta doméstica

Em 2023, a produção de leite da China deverá aumentar 4,6% em relação a 2022 atingindo 41 milhões de toneladas de acordo com as últimas estimativas realizadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em julho. A produção de WMP pela China está prevista para alcançar 1,12 milhões de toneladas, dado o forte crescimento da produção doméstica de leite. Com a oferta de leite ultrapassando a demanda, o governo local alocou recursos para subsidiar a industrialização de WMP nas principais regiões produtoras de leite.

A demanda da China por WMP encontra-se estagnada atualmente. A China é um dos principais importadores de WMP e tem forte influência sobre os preços do mercado global. Essa queda de importação está sendo responsável pela fraqueza observada nos mercados globais.

A contínua queda da demanda da China é importante porque além de ter influência nos mercados globais, impacta também no preço do leite ao produtor no Reino Unido. A queda de 7,4% no último GlobalDairyTrade mostra que pode haver mais fraqueza e os preços caírem ainda mais.

A fraca demanda da China pode fazer os preços globais caírem ainda mais 

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