Depois de La Niña, agora o cone sul aguarda El Niño
Leite/América do Sul – Depois de um longo período de La Niña, a preocupação na região, atualmente, é com o fenômeno El Niño. Argentina e Uruguai, em particular, passaram por climas historicamente quentes e secos na maior parte dos últimos três anos. Um inverno quente e chuvoso chegou.

A expectativa é de que El Niño persista até 2024, um outro extremo de outro espectro, neste caso chuvas fortes em regiões que foram atingidas pela seca desde 2020. Com o inverno ameno, a produção de leite melhorou. Mas os agricultores da região continuam lidando com a seca e o calor dos últimos tempos no que se refere às pastagens e estoques de ração. Alguns contatos relataram que o preço do leite ao produtor está no mesmo nível de anos anteriores, mas os custos gerais estão mais elevados. Analistas dizem que a produção de leite deverá crescer sazonalmente, o que normalmente começa em julho, em condições mais propícias.
As commodities lácteas enfrentam mais pressão, em parte devido ao crescimento da produção de leite no Uruguai e na Argentina. O Brasil continua sendo o principal destino para os lácteos em pó do Uruguai e da Argentina. Contatos e relatórios avaliam que o interesse de compras pelo Brasil continua, embora em percentuais menores do que os registrados no segundo semestre de 2022 e nos primeiros meses de 2023. A Argélia permanece com algum interesse na compra de lácteos da região, mas o mercado importador da China realmente desacelerou em relação às exportações regionais.


















