El Niño deve intensificar e alterar padrão de chuvas no Sul do Brasil e países vizinhos
EL NIÑO -Tendo pesquisado no Brasil e no exterior estudos, documentários e centro de pesquisas, relacionados ao desenvolvimento climático, ficou claro que o fenômeno climático conhecido como El Niño, que influencia o padrão de chuvas, está prestes a intensificar sua presença no Sul do Brasil e na região Centro-Sul da América do Sul. Projeções indicam que ele deve persistir pelo menos até a metade do próximo ano.

A região Sul do Brasil, junto com os países vizinhos Paraguai, Argentina e Uruguai, enfrentou nos últimos anos prejuízos significativos na produção de grãos devido à escassez de chuvas. Esta situação foi causada principalmente pelo fenômeno oposto, o La Niña, que torna a distribuição de chuvas irregular. No entanto, essa tendência parece estar mudando com a atual presença do El Niño.
Embora ainda seja cedo para determinar a intensidade exata do El Niño neste ciclo, recorda-se que em 2018, o fenômeno apresentou-se de forma mais fraca no Paraná, causando chuvas abaixo da média. Por outro lado, 2015 registrou um El Niño de forte intensidade, marcado por chuvas bem acima da média.
Além disso, o fenômeno pode ter reflexos em um inverno menos rigoroso neste ano. As chuvas, típicas de setembro, podem começar mais cedo, favorecendo o plantio de grãos. Ao mesmo tempo, os riscos de geadas tardias, comuns em setembro, parecem ser reduzidos devido ao El Niño, trazendo alívio aos produtores rurais.
Como o fenômeno El Niño pode afetar a pecuária?
O fenômeno climático El Niño, que envolve o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, pode ter diversos efeitos sobre a pecuária, variando em função da região e intensidade do fenômeno. Eis algumas formas pelas quais o El Niño pode impactar a pecuária:
· Alteração nas Pastagens:
Crescimento: Em algumas regiões, o El Niño pode levar a um aumento das chuvas, favorecendo o crescimento das pastagens. Contudo, em outras regiões, pode ocorrer o contrário, com diminuição das chuvas e degradação das pastagens.
Qualidade: O excesso ou a escassez de chuvas pode influenciar a qualidade nutricional das pastagens. Pastagens encharcadas podem ter redução na qualidade devido à menor disponibilidade de oxigênio no solo.
· Recursos Hídricos:
Em áreas onde o El Niño causa secas, pode haver diminuição da disponibilidade de água para o consumo animal e para atividades de manejo.
Em contrapartida, regiões que recebem chuvas excessivas podem enfrentar problemas de alagamentos em bebedouros e tanques.
· Produção:
A qualidade e a quantidade de pastagens afetam diretamente a produção animal. Em condições adversas, pode haver perda de peso dos animais, redução na produção de leite, entre outros impactos.
O estresse térmico, devido a temperaturas mais altas, pode afetar a reprodução, com diminuição nas taxas de concepção e nascimento.
· Custos:
Em situações de escassez de pastagens ou de recursos hídricos, os pecuaristas podem precisar investir em alimentos suplementares, o que aumenta os custos de produção.
O tratamento ou prevenção de doenças também pode gerar gastos adicionais.
· Deslocamento e Manejo:
Em áreas propensas a inundações, os pecuaristas podem ter que deslocar seus rebanhos para regiões mais altas.
Em áreas de seca, pode ser necessário o deslocamento para regiões com melhores condições de pastagens e água.
· Mercado:
Flutuações na produção pecuária devido ao El Niño podem afetar os preços de carne, leite e derivados no mercado.
É importante destacar que o impacto do El Niño na pecuária varia de acordo com a intensidade do fenômeno, a região geográfica e a preparação dos pecuaristas para enfrentar tais alterações climáticas. Ademais, muitos pecuaristas utilizam estratégias de manejo adaptativo para minimizar os impactos negativos desses eventos climáticos.
















