NZ – Dia ruim termina bem para os produtores de leite da Fonterra
Produção/NZ – Um dia de más notícias para os produtores de leite da Fonterra, termina com uma notícia positiva – A cooperativa irá pagar os NZ$ 800 milhões hoje, como retorno de capital para os acionistas da cooperativa.

Em uma declaração à bolsa da Nova Zelândia (NZX), a Fonterra confirmou o retorno de capital ontem dentro do esquema de arranjo aprovado pelo tribunal, de acordo com a Lei de Empresas de 1993.
“O pagamento aos acionistas será processado hoje dentro dos termos do acordo”, disse a cooperativa.
O retorno de capital corresponde à venda dos negócios da Fonterra no Chile, a empresa Soprole, o que representará algum alívio para os produtores, que nesta manhã receberam a notícia de um novo corte no preço do leite, em cima da redução que já havia sido feita duas semanas atrás.
Em maio, a Fonterra anunciou a previsão do preço de abertura da temporada 2023/24 na faixa de NZ$ 7,25 a NZ$ 8,75 por quilo de sólidos (kgMS), e um ponto médio de NZ$ 8,00/kgMS, [R$ 1,80/litro].
Duas semanas atrás, a projeção foi reduzida, e o ponto médio caiu NZ$ 1/kgMS, com o preço médio caindo para NZ$ 7,00/kgMS, [R$ 1,57/litro]. Na manhã de sexta-feira houve um outro corte do ponto médio, desta vez em 25 centavos, NZ$ 6,75/kgMS, [R$ 1,52/litro].
A cooperativa justificou dizendo que a queda ainda maior dos preços globais dos lácteos no GDT, forçaram a revisão do preço do leite.
No GlobalDairyTrade (GDT), os preços estão agora no menor nível desde o final de 2018, enquanto que o leite em pó integral (WMP) encontra-se no menor valor desde 2016.
O Governo também divulgou na sexta-feira seu plano de precificação das emissões de gases da agricultura, plano totalmente rejeitado pelos agricultores.
O Governo alterou os requisitos para os relatórios de emissão que seriam iniciados no 4º trimestre de 2024, para o 4º trimestre de 2025, ou seja, daqui a dois anos ocorrerá o início da precificação das emissões.
Esse prazo maior permitirá avaliar cientificamente o sequestro de carbono efetuado pelas fazendas, o que ajudará a reduzir o custo dos produtores.
A entidade do setor lácteo, DairyNZ, disse que o plano de precificação das emissões dos agricultores não foi devidamente detalhado e que a pecuária leiteira precisa de soluções viáveis. O presidente da entidade, Jim Van der Poel, acrescenta que o programa divulgado agora não reflete o progresso que o setor lácteo está buscando.
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