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Negócios Selectus nº 6690

Cenário positivo do varejo encoraja supermercados a ampliar variedade de SKUs

Varejo - Depois de mostrar toda sua relevância ao crescer em faturamento durante a pandemia, o setor supermercadista segue em alta considerando os números registrados pela associação do setor no Brasil.

Fonte: Fonte: SuperVarejo | Foto de capa: Imagem de Steve Buissinne por Pixabay
Cenário positivo do varejo encoraja supermercados a ampliar variedade de SKUs

Diante de um cenário favorável para os negócios no varejo brasileiro, cabe aos supermercadistas aproveitar este momento para potencializar o faturamento das lojas. Para Leandro Rosadas, economista e especialista em gestão, uma das estratégias é investir na variedade de SKUs (Stock Keeping Unit) de produtos, tanto perecíveis quanto os que fazem parte da cesta básica.

De acordo com Rosadas, a melhor forma de ampliar os SKUs é partir do princípio de que, em cada categoria, o supermercado deve ter três tipos de produtos. “A marca premium ou a líder de mercado; a marca que a gente chama de mainstream, ou seja, um produto tão bom quanto, porém, mais barato; e a marca de combate. A partir daí, ele analisa as vendas para saber se o mix, o sortimento do supermercado está completo ou não”, explica.

Além de contar com itens das categorias premium, mainstream e combate, o economista e especialista em gestão, Leandro Rosadas, entende que a variedade de SKUs dos supermercados pode ser aplicada em produtos perecíveis em forma de conveniência. “Conseguimos oferecer desde uma fruta já cortada, como melancia, abacaxi, melão e mamão em pedaços, em pequenas embalagens. Legumes e raízes também, tipo beterraba já ralada, couve cortada, pacote com legumes sortidos para sopa. No açougue, uma bandeja com bifes, kaftas. Tudo isso se torna conveniência, mas tem que entender o perfil do cliente”, diz.

Tecnologia como desafio

Para Fernando Marchesini, coordenador e professor de MBAs da FGV, é importante que os supermercados tenham diferentes SKUs de produtos não apenas para as vendas, mas também para o melhor controle do estoque. “Assim, todos os produtos passam a ter um código que integra a tecnologia aplicada no ponto de venda e isso traz o melhor entendimento da gestão sobre o seu estoque”, afirma.

Segundo Marchesini, o maior desafio para os supermercados para aumentar a variedade de SKUs nas lojas é a tecnologia. “Muitos supermercadistas ainda não utilizam a tecnologia por não conhecê-las. Acredito que, à medida que esses empresários e empreendedores conhecerem mais sobre as tecnologias disponíveis, com certeza usarão para melhorar a gestão do estoque”, completa o coordenador e professor de MBAs da FGV.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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