Depois de quatro quedas consecutivas o GDT 339 apresenta ligeira recuperação
GDT – Depois de quatro quedas consecutivas e de chegar a um dos menores valores históricos, o índice GDT subiu 2,7%, no GlobalDairyTrade (GDT) 339 realizado nesta terça-feira.

Ainda está em um nível bastante baixo, em termos de valores, mas apresentou algumas mudanças em relação aos eventos anteriores.

Houve o maior número de participantes em um evento GDT, (177) desde março de 2022. Também teve o maior número de vencedores (166) desde junho de 2021 e, foi negociado o maior volume (37.729) na plataforma, desde 2019, e sendo 10 mil toneladas a mais em relação ao evento equivalente de 2022.

Ao fechar em 2.888 a tonelada, o Índice GDT tem o menor valor nominal para o primeiro evento de setembro desde 2014. O Cheddar, que manteve suas cotações em patamares elevados no início do ano, vem perdendo sustentação desde março, quando as cotações caíram 10,2% em dois eventos seguidos, mostrou certa estabilidade neste primeiro evento de setembro (-0,6%) a menor oscilação da commodity durante o ano.

O resultado final do índice GDT não refletiu a recuperação ocorrida com o preço do leite em pó integral (WMP), que subiu 5,3%, elevação esta que foi ofuscada por mais uma queda do leite em pó desnatado (SMP), a oitava seguida. As duas commodities já perderam mais de US$ 500 por tonelada desde o início do ano.

As manteigas tiveram recuperações moderadas, e ficaram com as cotações dentro de níveis históricos. Cabe ressaltar, no entanto, que a manteiga anidra (AMF) perdeu mais de US$ 1.000/tonelada desde o início do ano, e com o resultado do GDT 339 a manteiga (Butter) passa a ter uma cotação superior à da manteiga anidra.

As commodities lácteas estão com as cotações em patamares historicamente baixos, e os principais produtos negociados na plataforma apresentam perdas significativas em relação aos valores de um ano atrás. Entretanto, o aumento do número de participantes no evento, bem como o maior volume negociado pode representar uma redução de excedentes exportáveis, e que no médio prazo exerçam menor pressão sobre os preços. Contudo, o tamanho do impacto dependerá do volume de leite que será produzido na Nova Zelândia durante o período de pico da temporada 2023/2024.

















