NZ – Pico de leite em um mercado fraco
Leite/NZ – Não muito tempo atrás, um pagamento começando com seis seria bem aceito pelos produtores de leite. Hoje – com a inflação em alta e taxas de juros que não mostram sinais de queda – um pagamento iniciado com oito seria o mais normal.

É por isso que o último anúncio da Fonterra reduzindo o ponto médio para NZ$ 6,25/kgMS é preocupante.
Na última temporada, os produtores de leite entregaram 1,39 bilhões de quilos de sólidos de leite (kgMS). A redução de NZ$ 1,25/kgMS representa em torno de NZ$ 1,8 bilhões que não entrarão na economia do país. E isto não afeta apenas os fornecedores da Fonterra. Outras indústrias também estão passando pelo mesmo problema. O pico da estação na Nova Zelândia (NZ) pode piorar as coisas.
O principal fator para a quebra de expectativas no curto prazo é a fraca demanda chinesa, lembrando que a China é de longe o principal mercado de lácteos.
Ao contrário do que ocorreu com a maioria das economias depois da suspensão dos confinamentos relacionados à Covid, a economia chinesa não teve a recuperação esperada.
Os analistas previam crescimento de 6,2% para 2023 em junho, depois reduziram para 5,7% e agora estão prevendo 5,2%.
Muitos produtores de leite se preparam para assumir as perdas e estão fazendo mudanças nas fazendas de forma a aguardar o reequilíbrio do mercado.
A oferta global de leite está reduzida e é provável que caia ainda mais, pois os agricultores de todo o mundo não estão ganhando dinheiro com os atuais preços do leite.
Qualquer redução da oferta ajudará a reequilibrar o mercado mas, agora estamos entrando no período de pico sazonal nos países exportadores do Hemisfério Sul.
O aumento da oferta de leite da NZ nos próximos meses significa que haverá mais produto para vender no curto prazo, enquanto o mercado ainda está fraco.
















