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Pecuarista dobra produção de leite e garante aumento da renda

Produção de leite - Nos últimos 12 meses, o produtor rural Wander Torres, de São João do Pacuí, viu sua produção de leite duplicar.

Fonte: Fonte: Sistema Faemg | Foto de capa: Imagem de Wolfgang Ehrecke por Pixabay
Pecuarista dobra produção de leite e garante aumento da renda

O volume passou da média de 90 litros/dia para mais de 180 litros, aumentando a renda bruta na comercialização do produto e ainda reduzindo gastos financeiros na atividade. A receita para o crescimento envolveu novas técnicas de trabalho, gerenciamento do negócio e conhecimento. 
Tudo após a chegada da Fundação Credinor e Sistema Faemg Senar na propriedade, por meio do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). "A cada dia que passa conseguimos bons resultados. O ATeG está sendo a peça-chave da propriedade. A gente cresce e vive na roça, mas ter essa assistência, essa parceria, é muito importante para trabalhar de forma mais assertiva", destaca Wander Torres. 
Com 15 anos de experiência na bovinocultura, Wander tem aplicado na propriedade todos os novos conhecimentos. As práticas ajudam no dia a dia na melhoria do manejo e na sanidade dos animais, maior produção de silagem para enfrentar os períodos de seca, controle de gastos produtivos e estruturação da parte gerencial da fazenda. “O trabalho envolve toda a cadeia produtiva, desde o planejamento de custos, tentando produzir mais com menos, até a qualidade no pasto, e tá dando certo”, revela.
Crescimento e investimos 
O produtor tem aproveitado o trabalho mais técnico para fazer investimentos pontuais na propriedade, como novos reservatórios de água, substituindo o deslocamento e gasto de energia do gado até o rio. Também foi realizada uma otimização da irrigação, que garantiu dois plantios de alimento para os animais no ano, revelando no aumento do volumoso para o período de estiagem – sendo 150 toneladas só de milho em silagem. 

Outro resultado foi o início do processo de melhoria genética, com inseminação artificial para garantir um gado de melhor qualidade. “Sempre gostei de morar e trabalhar na roça; era meu sonho fazer o que gosto. Agora estou conseguindo, porque antes era mais por gostar, no escuro, sem saber se dava lucro ou prejuízo. De agora em diante vejo a propriedade como uma empresa. Quando comecei a ver os resultados passei a gostar mais, com mais entusiasmo. Na medida do possível, o planejamento funcionou bem”, avalia Wander Torres.
As conquistas também agradam ao técnico de campo Adriano Mendes Vasconcelos, que vem orientando Wander Torres ao longo do programa ATeG. Adriano destaca que se surpreende com a evolução rápida. “Ele tem hoje uma média por vaca de 16,5 litros. O produtor seguiu bem as orientações, como melhoria na formulação de dietas, mineralização eficiente e planejamento volumoso dos animais; melhor manejo, como na diminuição de intervalo entre partos, maior controle sanitário, entre outros. Agora estamos na fase de otimizar mais a atividade, com a composição do rebanho percentual de vacas em lactação sobre o rebanho total”, afirma o técnico de campo. 

Para o gerente regional do Sistema Faemg Senar, Dirceu Martins, essa evolução do produtor ressalta a importância da parceria regional construída com a Fundação Credinor e Sicoob Credinor, responsáveis por levar novamente as capacitações rurais para São João do Pacuí.

Quando os produtores rurais possuem assistência técnica e acesso ao crédito, eles têm plenas condições de desenvolver e ampliar suas atividades, levando ao aumento da rentabilidade e produtividade. Não existe mais espaço para o amadorismo. Os produtores precisam, cada vez mais, se transformarem em empresários rurais”, avalia.
De olho nessa virada de chave, sempre empreendendo mais, a proposta de Wander Torres é chegar à média de 250 litros de leite/dia ainda em 2023. Neste ano algumas coletas chegaram próximo, batendo os 230 litros. “A partir de agora é atuar com gado ainda mais selecionado para aumentar a qualidade produtiva, além de terminar de estruturar a fazenda para seguir crescendo. Perde quem não participa do ATeG”, resumiu o produtor rural. 

Acesse aqui a matéria na íntegra

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