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Setorial Selectus nº 6702

Amazonas vive setembro de fogo e o primeiro corredor de fumaça do ano chega ao sul do Brasil

Calor – O estado do Amazonas vive um setembro de fogo. Os números de queimadas estão muito acima dos padrões históricos e, mesmo faltando mais de dez dias para o mês terminar, os focos de calor por queimadas já superavam os totais de setembro da esmagadora maioria dos anos da série histórica que se iniciou em 1998.

Fonte: METSUL Mapa do INPE/TerraBrasilis
Amazonas vive setembro de fogo e o primeiro corredor de fumaça do ano chega ao sul do Brasil

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o estado do Amazonas teve nos primeiros 18 dias deste mês 4.974 focos de calor identificados por satélites. O número supera e muito a média histórica de 1998-2022 de 3.003 focos de calor no nono mês do ano.

Trata-se já do terceiro pior setembro de fogo no Amazonas em toda a série histórica, muito antes de o mês terminar. Os piores setembros de fogo foram 2015 com 5.004 focos de calor e 2022 com 8.659 focos de calor. Assim, a marca de 2015 já será superada hoje e estes mês se tornará o segundo pior setembro de fogo no estado da Região Norte. O Amazonas chegou a registrar mais de mil focos em um único dia neste mês. No dia 5, segundo dados do Inpe, foram 1.255 focos de calor captados por satélites. O segundo pior dia deste mês foi o dia 4 com 468 focos e o terceiro o dia 7 com 381.

PRIMEIRO CORREDOR DE FUMAÇA DA AMAZÔNIA DO ANO CHEGA AO SUL DO BRASIL

O Rio Grande do Sul sofre pela primeira vez em 2023 a influência de um  corredor de fumaça de queimadas vindo da região amazônica. Dados de satélites e de modelos de dispersão de aerossóis confirmam que um corredor de fumaça alcançou o território do estado e sua origem é a região transnacional da Amazônia.

Amazonas vive setembro de fogo e o primeiro corredor de fumaça do ano chega ao sul do Brasil

O mapa acima mostra o corredor de fumaça pelo modelo de dispersão de aerossóis CAMS do Sistema Copernicus. Observa-se com clareza o corredor que tem origem na região amazônica, avança pelo interior do continente rumo ao Sul e alcança o Rio Grande do Sul, onde o corredor se recurva para Leste.

Na imagem do modelo europeu, chama atenção também como a maior concentração de aerossóis está sobre o estado do Amazonas. O estado da Região Norte registra um número de queimadas muito acima do normal neste mês, especialmente numa área que as autoridades denominaram de “arco do desmatamento”, no Sul do estado. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o estado do Amazonas teve nos primeiros 20 dias deste mês 5.224 focos de calor identificados por satélites. O número supera e muito a média histórica de 1998-2022 de 3.003 focos de calor no nono mês do ano.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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