Haddad: Agro vai perder se ficar fora do mercado de crédito de carbono
Mercado de carbono - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira que ainda precisa analisar as emendas apresentadas pela Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) nesta semana e que acabaram adiando a votação na Comissão de Meio Ambiente do Senado do projeto de lei que cria o mercado regulado de crédito de carbono no Brasil.

Minha impressão é que o agro vai perder dinheiro", disse Haddad para o caso de boa parte do agro ser excetuado da regra, como uma das emendas sugere.
Ou o setor está regulado em um sistema de débitos e crédito, ou qual a respeitabilidade que vai ter um título desse mercado?", questionou.
Retirar o agro do mercado de carbono "talvez seja desconhecimento de como isso está sendo pensado mundo a fora", disse Haddad. "Mas nós vamos conversar com o setor, tem muito a ganhar", afirmou, reforçando que o Congresso tem disposição para se debruçar sobre o assunto e que ele também vai se envolver nas negociações.
Tudo a gente explica, para andar essa agenda", disse. "Precisamos fazer a agenda econômica andar, o mundo não está bem", afirmou, citando taxas de juros elevados nos Estados Unidos e preços do petróleo em alta no mercado internacional.
















