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Especiais Selectus nº 6714

O Índice FAO dos alimentos (FFPI) ficou estável em setembro

Índices FAO – Em setembro, o indicador global dos preços internacionais dos alimentos ficou estável no geral, ocorrendo baixas nas cotações de óleos vegetais, produtos lácteos e carne, compensadas por aumentos excepcionais nos preços do açúcar e do milho, conforme anunciado na sexta-feira, 06 de outubro, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Fonte: Fonte: FAO – Tradução livre: Terra Viva | Foto de capa: Terra Viva
O Índice FAO dos alimentos (FFPI) ficou estável em setembro
O Índice FAO dos alimentos (FFPI) ficou estável em setembro

Índices

O Índice FAO Food Price Index (FFPI), que acompanha a evolução mensal dos preços internacionais dos alimentos comercializados no mundo todo, atingiu o valor médio de 121,5 pontos em setembro, contra 121,4 em agosto. Nesse nível, o índice está 10,7% abaixo do valor registrado um ano atrás e é 24% menor do que o nível recorde de março de 2022.

O Índice FAO dos alimentos (FFPI) ficou estável em setembro

O índice FAO dos preços dos Cereais subiu 1,0% em relação ao mês anterior, principalmente em decorrência do reajuste de 7% ocorrido nos preços internacionais do milho, impulsionados pela forte demanda por produtos do Brasil, uma desaceleração nas vendas argentinas e o aumento do frete fluvial provocado pelo baixo nível do rio Mississippi nos Estados Unidos da América (EUA). Os preços internacionais do trigo diminuíram 1,6%, diante da abundante oferta e boas perspectivas da produção russa, enquanto que o Índice FAO de todos os tipos de arroz caiu 0,5% dentro de um contexto de fraca demanda importadora global.

O Índice FAO dos preços de óleos vegetais recuou 3,9% em relação ao mês de agosto. Óleos de palma girassol, soja e colza, baixaram, em grande parte pela alta produção sazonal e a abundante disponibilidade exportável em todo o mundo.  

O índice FAO de preços do açúcar saltou 9,8% em relação ao mês de agosto e atingiu o maior nível desde novembro de 2010, porque aumenta a crença de que a oferta mundial será muito apertada na próxima temporada. As primeiras estimativas indicam queda na produção da Tailândia e da Índia, dois dos principais produtores mundiais, queda essa associada ao fenômeno El Niño que está ativo atualmente. O volume importante da colheita atual do Brasil, dentro de condições meteorológicas favoráveis, limitou a alta maior dos preços mundiais do açúcar.  

O Índice FAO de preços da carne contraiu 1,0% em relação ao mês anterior, sob os efeitos conjugados da fraca demanda de importação e abundante disponibilidades exportáveis que empurraram para baixo as cotações das carnes suínas, ovinas e de aves. Na outra ponta, houve recuperação dos preços internacionais da carne bovina diante da forte demanda importadora de carne bovina magra, especialmente dos EUA.

Índice FAO dos Preços dos Lácteos

O Índice FAO dos preços dos produtos lácteos cedeu 2,3% em setembro, registrando a nona queda mensal consecutiva, sob os efeitos da apática demanda mundial de importação e abundantes estoques nas principais regiões produtoras. A relativa fraqueza do euro em relação ao dólar estadunidense também pesou sobre os preços internacionais dos lácteos.

No mês de setembro a média do Índice FAO dos Preços dos Lácteos teve a média de 108,6 pontos, o que representa 34,1 pontos (23,9%) abaixo do valor do mesmo mês do ano passado. Os preços internacionais de todos os produtos lácteos declinaram em setembro, principalmente pela fraca procura por importações para entregas imediatas e de curto prazo.  

Apesar disso, países do Sudeste Asiático aumentaram a procura por alguns produtos lácteos no final do mês.

O Índice FAO dos alimentos (FFPI) ficou estável em setembro

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