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Especiais Selectus nº 6722

China: Comércio de produtos lácteos até setembro de 2023

China – As importações de produtos lácteos pela China cresceram significativamente de 2013 a 2021 (salvo a crise de 2015) o que resultou em uma taxa acumulada de 10,6% ao ano. Com a queda de 16,5% de 2022 a taxa foi reduzida para 7,2% ao ano.

Fonte: Fonte: OCLA – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Observatório de La Cadena Láctea Argentina - Ocla
China: Comércio de produtos lácteos até setembro de 2023

De qualquer forma, a China continua sendo um grande motor da demanda de lácteos no mercado internacional.

No mês de setembro o volume de produtos lácteos importados pela China teve uma queda importante de 12,4%, voltando a levantar dúvidas sobre o quanto de recuperação poderia ser esperada para o segundo semestre de 2023. Em litros equivalente leite a queda foi ainda mais acentuada, 25,4%.

No acumulado de janeiro a setembro do ano, as importações registraram uma queda de 9,7% em toneladas de produto, de 20,2% em litros equivalente leite e de 9,7% em dólares.

As compras da China no mercado internacional chegaram a 20 bilhões de litros equivalente leite em 2021, muito perto de 25% de tudo o que foi comercializado nesse mercado (excluindo as vendas intra bloco da União Europeia). Daí seu comportamento ser muito relevante para a determinação dos preços. No ano de 2022, a queda de 17,1% das vendas mundiais para a China implicou em um recuo de mais de 4% do total mundial, quando, normalmente, esse mercado cresce 3% ao ano. Nos 9 meses de 2023, as compras da China, medidas em litros equivalente leite caíram 20,2%, sobrando quase 5 pontos percentuais de demanda, junto com uma produção mundial que cresceu em torno de 1%, constituindo a causa da queda de preços observada em 2023.

Estas baixas compras da China respondem, em princípio, à maior produção local, os elevados estoques gerados pelas grandes compras de 2021, e as dificuldades logísticas provocadas pelo isolamento estabelecido em muitas cidades diante do recrudescimento da pandemia de Covid, além dos efeitos colaterais da Guerra na Ucrânia e o processo inflacionário que atingiu todas as economias mundiais, reprimindo, em particular, a demanda. Continuamos esperando que a situação se reverta neste final de ano, mas a maioria dos analistas não esperam que isto ocorra antes de 2024.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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