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Especiais Selectus nº 6729

Argentina – Apesar da melhora cambial, o preço do leite aumenta menos do que os custos 

Leite/AR – O novo esquema de liquidação das exportações permitirá que 30% das vendas sejam realizadas com um dólar mais alto do que o dólar oficial, melhorando o poder de pagamento das indústrias exportadoras. Mas, segundo boletins privados, não vai cobrir o custo de produção dos produtores de leite.

Fonte: Fonte: Bichos de campo – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Hector Ramon Perez on Unsplash
Argentina – Apesar da melhora cambial, o preço do leite aumenta menos do que os custos 

 O setor teve uma redução temporária dos direitos de exportação, o que melhorou a taxa de câmbio. Esse primeiro pedido foi atendido e até dezembro não se pagará esse imposto. Depois, quando alguns pediram um “dólar do leite”, foi antecipada a melhoria geral da taxa de câmbio, embora só dure até as eleições de novembro.

Ainda que sejam medidas temporárias, aumentam a capacidade de pagamento da indústria, mas ainda não conseguem salvar os produtores da falência.

Jorge Giraudo, do Observatório da Cadeia Láctea (OCLA), explicou que somente 25% do leite produzido é exportado e será beneficiado, mas “os outros 75% são vendidos no mercado interno onde existe o programa de Preços Justos, o congelamento dos preços de alguns produtos, e ainda enfrenta um poder de compra da população deteriorado que limita a entrada de dinheiro na cadeia”.

Neste contexto, o especialista estima que com o novo poder de compra do que é exportado, o leite ao produtor poderia chegar a 160/170 pesos por litro, mas o que é vendido no mercado local fica entre 118/120 pesos.

“Assim o valor, segundo nosso cálculo, nos próximos meses poderia chegar a 130 pesos aproximadamente, o que continuaria sendo inferior ao custo de produção que está em torno de 150/160 pesos. Ou seja, a defasagem em relação ao momento atual vai diminuir, mas continuará sendo grande”, avaliou Giraudo.

O analista esclareceu que este ano, como consequência da seca, existe um custo agregado vinculado à necessidade de comprar volumosos e grãos fora das fazendas para manter as vacas bem alimentadas. Ambos produtos estão em falta porque a seca limitou sua produção. Além disso, no caso do milho, com o novo valor do dólar exportador seu preço disparou mais ainda.

Como estão colocadas as coisas, o setor lácteo continuará perdendo depois de um ano que já foi muito difícil e em que as políticas adotadas não atenderam as necessidades da produção.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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