AR – Um recorde preocupante: em outubro houve o maior abate de fêmeas da história
Produção/AR – A Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (CICCRA) confirmou a situação preocupante do setor pecuário: o alto abate de fêmeas.“Estamos liquidando matrizes que comprometerá a produção futura”, destacou a entidade, se alinhando ao último boletim do Rosgan que também destacou este dado preocupante.

De acordo com o relatório da CICCRA, “em outubro de 2023 a participação das fêmeas no abate chegou a 50,6% e registrou um novo recorde histórico (considerando os últimos 34 outubros)”.
Em outras palavras, metade do abate foi de fêmeas, matrizes reprodutoras, ou seja, está destruindo a “fábrica” de bezerros.
Evolução do abate de fêmeas

Abate recorde de fêmeas
O CICCRA advertiu, também, que já são sete meses em que o abate de fêmeas está acima do limite superior do intervalo consistente com a manutenção do rebanho bovino e que ronda em torno de 48%.
Os dados são eloquentes: em outubro foram 573,4 mil machos, ou seja, 8,1% menos que um ano atrás. Enquanto isso, as fêmeas totalizaram 587,4 mil cabeças, 20,3% superior aos números de outubro de 2022.
É preciso destacar que este avanço está dividido em partes iguais, novilhas e vacas. Isto quer dizer que estamos liquidando fêmeas que comprometerá a produção futura”, ressaltou.
O abate de fêmeas é superior ao realizado em 2009; um período que também foi marcado por uma seca, mas que tinha mais restrições às exportações de carne do que agora.
No acumulado, o abate de fêmeas chegou a 5,86 milhões de cabeças, nos 10 primeiros meses do ano, 16,2% mais em relação ao mesmo período de 2022.
















