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França – Resistência aos antibióticos, a luta continua

Resistência aos antibióticos – Dentro da semana mundial para o uso responsável dos antibióticos, a Agência Nacional de Segurança Sanitária e Alimentar da França (ANSES) apresenta os resultados relativos à resistência aos antibióticos na saúde animal.

Fonte: Fonte: mon-Cultivar élevage – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Marino Eva Wilcock on Unsplash
França – Resistência aos antibióticos, a luta continua

“A resistência aos antibióticos é um grande problema para a saúde humana e animal", explicou Jean-Yves Madec, diretor científico do eixo transversal de resistência aos antibióticos da ANSES. De acordo com um relatório britânico adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2050 ela será responsável por dez milhões de mortes por ano em todo o mundo, cinco vezes mais do que atualmente. 

Existem duas formas de lutar contra a resistência aos antibióticos: utilizar menos antibióticos e trabalhar com outras alternativas não medicamentosas, especialmente pela adoção de medidas de biossegurança e práticas zootécnicas que limitem o desenvolvimento de doenças no rebanho. 

No que diz respeito à redução dos antibióticos, já houve progresso na União Europeia (UE). Primeiramente graças à interrupção do uso de antibióticos como fator de crescimento desde 2006, e depois graças aos projetos ministeriais adotados pelos Estados Membros. 

Na França, foram os projetos Écoantibio 1 e 2 com execuções adotadas de 2012 a 2023. No fim deste ano será lançado o Écoantibio 3 e um roteiro interministerial que está sendo preparado, segundo a ANSES. 

Queda de 26% nas vendas de antibióticos, em volume

A ANSES acompanha a eficácia desses planos graças a muitos dispositivos de monitoramento, vendas de antibióticos, Resapath (rede de monitoramento de epidemias de bactérias animais patogênicas resistentes), rede europeia de acompanhamento de resistência a antibióticos na cadeia alimentar. 

Em 2022, os volumes de antibióticos vendidos continuou diminuindo, chegando a -26% em relação a 2021. Sobretudo as misturas com medicamentos vendidas para a fabricação de rações, que apresentaram queda de 82% em um ano. Os regulamentos agora proíbem o uso dessas rações com medicamentos como medida preventiva e restringem seu uso em animais saudáveis que tiveram contato com animais doentes. 

Assim, a exposição dos animais à ração com misturas medicamentosas caiu 85% em um ano, e a exposição geral aos antibióticos reduziu em 9%. 

No entanto, essa queda variou de um setor para outro: os bovinos permaneceram estáveis (+1%), as aves caíram -12%, os suínos -21% e os coelhos -35%. As duas últimas categorias foram as que mais usaram misturas. 

Queda de 52% desde 2011. 

No geral, a exposição dos animais (rebanhos e animais domésticos) diminuiu 52% entre 2011 e 2022. A queda foi particularmente acentuada nos rebanhos (bovinos, -23%; coelhos, -64%; suínos, -67%; aves, -72%; contra apenas 3% para gatos e cachorros). 

“Hoje chegamos a um nível, em que será mais difícil haver baixas significativas, disse jean-Yves Madec. Para diminuir ainda mais o uso de antibióticos na pecuária, é preciso adotar práticas zootécnicas de prevenção, nas instalações, redução da concentração animal e vacinação”. 

Além de reduzir o uso de antibióticos, a ANSES compartilhou uma outra boa notícia: a taxa de bactérias resistentes a antibióticos continua a cair em todos os setores animais, exceto entre os equinos, onde está aumentando. 

Acesse aqui a matéria na íntegra

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