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Economia Selectus nº 6744

Confiança da Construção fica relativamente estável em novembro

ICST - O Índice de Confiança da Construção (ICST) do FGV IBRE ficou relativamente estável em novembro ao variar -0,1 ponto, para 96,2 pontos. Na mídia móvel trimestral, o índice varia de 0,1 ponto.

Fonte: Fonte: FGV IBRE | Foto de capa: Imagem de Heiko Olschewski por Pixabay
Confiança da Construção fica relativamente estável em novembro

O ICST acomodou em um patamar de pessimismo moderado. No entanto, a relativa estabilidade do mês resultou de movimentos distintos intersetorialmente. Na infraestrutura, a melhora em relação ao momento corrente alavancou a confiança das empresas. Vale destacar o segmento de obras viárias, que chega ao final do ano confirmando o aquecimento da atividade. Por outro lado, entre as empresas do segmento de Edificações, a confiança piorou pelo terceiro mês consecutivo. Desde janeiro, as expectativas ficaram menos pessimistas com o lançamento do novo MCMV, mas o ambiente de negócios não evoluiu como esperado. A demanda insuficiente voltou a crescer entre os fatores que representam limitação aos negócios, revelando um descompasso entre as expectativas e o momento atual", observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.”

Neste mês, a estabilidade do ICST foi influenciado tanto pelas avaliações sobre o momento quanto pelas expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação atual (ISA-CST) permaneceu em 94,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) passou para 98,1 pontos ao variar -0,1 ponto.


Os dois indicadores que compõem o ISA-CST seguiram em direções opostas, porém, na mesma magnitude: o indicador de situação atual dos negócios cedeu 0,5 ponto, para 93,3 pontos; e o indicador de volume de carteira de contrato subiu 0,5 ponto, para 95,9 pontos. 


Os componentes do IE-CST também variaram em sentidos contrários: o indicador de demanda prevista nos próximos três meses subiu 1,2 ponto, para 100 pontos. E o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses caiu 1,5 ponto, para 96,1 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção cedeu 0,3 ponto percentual (p.p.), para 79,0%. O NUCI de Mão de Obra também recuou 0,5 p.p., para 80,1%, enquanto o NUCI de Máquinas e Equipamentos avançou 0,9p.p., para 73,5%.

ISA – descompasso entre os setores

O descompasso intersetorial observado na evolução da confiança em novembro, revela-se também na comparação interanual do ISA. As empresas de infraestrutura estão moderadamente otimistas (índice acima de 100) e contribuem para mitigar a queda da confiança setorial nessa comparação. “As empresas de Edificações passam por um momento de transição, com a desaceleração do ciclo de negócios que prevaleceu até meados do ano passado. Há boas expectativas em relação ao mercado de habitação social, mas que ainda não se refletem na demanda atual, gerando uma percepção mais pessimista dos negócios,” avaliou Ana Castelo.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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