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OIE pede restrição ao uso de antimicrobianos como promotores de crescimento 

Resistência antimicrobiana - A resistência antimicrobiana (RAM) é uma preocupação crescente. Nos últimos anos. A comunidade internacional assumiu importantes compromissos destinados a enfrentar a ameaça global à saúde.

Fonte: Fonte: The Dairy Site – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Amber Kipp on Unsplash
OIE pede restrição ao uso de antimicrobianos como promotores de crescimento 

Uma delas é eliminar gradualmente o uso de antimicrobianos (antibióticos, antifúngicos, antivirais, antimaláricos ou anti-helmínticos, por exemplo) na promoção do crescimento em animais saudáveis. É hora de passar do compromisso à ação, afirmou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em um recente comunicado à imprensa.

A RAM ameaça a saúde humana, animal, plantas e o meio ambiente. Também frequentemente, os antimicrobianos são mal utilizados ou utilizados em excesso em todos os setores, criando as condições para o surgimento da RAM. Embora a maioria dos membros da OIE tenham tomado medidas enérgicas nos últimos anos para reduzir a sua utilização em animais, são necessários mais esforços, uma vez que estes medicamentos ainda estão sendo utilizados de forma inapropriada para promover o crescimento dos animais saudáveis, em alguns países.

Fazendo um balanço do uso de antimicrobianos para promoção do crescimento

Em 2016, todos os membros da OIE se comprometeram a banir, definitivamente, o uso de antimicrobianos prioritários para os humanos e eliminar gradualmente o uso das substâncias como promotores do crescimento animal com a ausência da análise de risco. Como esse compromisso foi colocado em prática até agora?

- Cerca de 20% dos membros reportaram o uso de antimicrobianos como promotores do crescimento. Dentre eles, estima-se que 76% não fizeram qualquer análise de risco preliminar.

- Mais preocupantes é que pelo menos 11% dos membros da OIE ainda usam promotores de crescimento com antimicrobianos da maior importância para a medicina humana como a colistina.

- Também em 50% dos países membros que usam antimicrobianos como promotores de crescimento não possui legislação pertinente, em vigor.

- Em alguns países, a rotulagem de certos aditivos destinados a aumentar a produtividade não menciona a presença de baixas doses de agentes antimicrobianos, que são então administrados, inadvertidamente, aos animais por veterinários e produtores.

Tais práticas não estão dentro do padrão internacional da OIE ou do Plano de Ação Global RAM.

Autoridades competentes e a indústria pecuária devem cumprir as suas responsabilidades de eliminar gradualmente a utilização de antimicrobianos para a promoção do crescimento em animais.

Os padrões da OIE fazem clara distinção entre a utilização veterinária de antimicrobianos – o que é limitado ao tratamento, controle e, quando apropriado, prevenção de doenças infecciosas – e uso de medicação não veterinária. A administração de antimicrobianos para promoção do crescimento em animais não é indicação veterinária e não pode ser equiparada à utilização de medicamentos na prevenção de doenças, que exige que os animais corram risco comprovado de doença se o medicamento não for administrado.

A OIE pede aos seus membros o uso restrito de antimicrobianos apenas ao uso veterinário e para que promovam discussões e diálogos entre as partes envolvidas para alcançar o objetivo de eliminação total da utilização de antimicrobianos como promotores de crescimento, começando com aqueles que são de importância crucial para a saúde humana.

As autoridades competentes devem aplicar legislação relevante a esse respeito e explorar alternativas que promovam o crescimento e melhorem a produtividade animal. Isso inclui, entre outras coisas, programas de saúde animal focados em prevenção de doenças (como por exemplo vacinação), biossegurança e boas práticas de criação de animais.

O uso indevido de antimicrobianos em diferentes setores acelera a RAM. O setor da saúde animal deve desempenhar o seu papel na contenção deste flagelo global que ameaça a saúde animal, humana e vegetal e adotar práticas sustentáveis.

Acesse aqui a matéria na íntegra

 

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