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Destaque Selectus nº 6749

Queijos para todos os bolsos na torre Eiffel da Mantiqueira

Queijo - Temos queijos para todo tipo de cliente, de R$50 a R$350 o quilo. Vendo três toneladas de queijo alagoa por mês, tudo de leite cru, feito por sete famílias.

Fonte: Fonte: Estadão | Foto de capa: Imagem de latooja por Pixabay
Queijos para todos os bolsos na torre Eiffel da Mantiqueira

Meus maiores clientes são empórios e mercearias, 65 % das vendas, o resto é vendido em minhas duas lojas e por internet para consumidores finais”, detalha Osvaldo Filho, paulista de Santo André.

Mudei para Alagoa aos oito meses de idade, brinco que sou paulista natal e mineiro vital!" Ele virou uma celebridade queijeira na internet, com quase 90k seguidores no Instagram.  Ao lado da torre Eiffel que decora uma de suas lojas, ele deu essa entrevista à distância, contando o caminho do seu sucesso.

Mudei para Alagoa aos oito meses de idade, brinco que sou paulista natal e mineiro vital!" Ele virou uma celebridade queijeira na internet, com quase 90k seguidores no Instagram.  Ao lado da torre Eiffel que decora uma de suas lojas, ele deu essa entrevista à distância, contando o caminho do seu sucesso.

Qual foi o momento queijeiro mais forte da sua vida?

Foi quando recebemos o primeiro prêmio internacional, em junho de 2017, em Tours, na França. Aquele dia foi inesquecível. Chorei de alegria. Apenas 12 queijos brasileiros receberam medalhas e um deles foi o nosso. Aquele prêmio foi um divisor de águas para a cidade de Alagoa. Conseguimos colocar o queijo daqui num patamar internacional. Fiquei feliz demais da conta. Uma vez viajando com a família para Viçosa paramos para almoçar. Uma família de Juiz de Fora me abordou dizendo que me conheciam da internet e que acompanharam toda a viagem à França! Tiramos fotos juntos. Quando estávamos saindo, estava chegando um médico, também de Juiz de Fora, e falou: Osvaldinho? Respondi que sim, ele também falou a mesma coisa e pediu pra tirar foto. Quando entramos no carro, meu filho, Osvaldinho Neto falou: "É pai, o senhor está famosinho, hein?"

A educação é o principal e isso começa nos posts das redes sociais e termina na casa do cliente. Meu queijos vão muito bem embalados,  no que eu chamo de caixinha da felicidade, que eles têm prazer em publicar quando recebem. Vai junto um panfleto explicando como conservar e contando a história do produtor e as medalhas do queijo. A imagem de cada produtor é impressa no rótulo de seu queijo. Eu curo e vendo, mas faço questão que quem faz o queijo seja conhecido. O cliente adora saber tudo, até o nome da vaca.

A educação é o principal e isso começa nos posts das redes sociais e termina na casa do cliente. Meu queijos vão muito bem embalados,  no que eu chamo de caixinha da felicidade, que eles têm prazer em publicar quando recebem. Vai junto um panfleto explicando como conservar e contando a história do produtor e as medalhas do queijo. A imagem de cada produtor é impressa no rótulo de seu queijo. Eu curo e vendo, mas faço questão que quem faz o queijo seja conhecido. O cliente adora saber tudo, até o nome da vaca.

Qual o gosto do povo?

O campeão de vendas é o não muito curado, com menos de 30 dias. Representa mais de 80% do volume e é o mais barato. Eu gosto de todos os queijos, pois cada queijo é de um produtor, de uma família com a qual temos uma relação que vai além da comercial. Gosto de queijo mais curado, então meus preferidos são o faixa dourada (curado mais de 30 dias com azeite) e o coronel, de mais de 6 meses. No dia a dia, pra tomar com cafezinho, em casa sempre tem o alagoa pequena, premiado na França do sô Márcio, ou o do Eli ou o do sô Batistinha.

Os maiores desafios?

No início, foi a questão da logística. A nossa estrada não era asfaltada. Nenhuma transportadora queria vier aqui coletar o queijo. Daí fui nos Correios e perguntei se podia mandar queijo. A mocinha consultou o sistema e falou: não pode répteis, insetos, formiga, abelha, cobra e drogas. Queijo não é proibido. Então é permitido! Em novembro e dezembro de 2009 enviamos 3 pecinhas pelos Correios. Hoje, nosso contrato de postagem mantém o Correio aberto na cidade e a transportadora vem coletar toda semana.

Planos para o futuro?

Conseguimos adquirir um terreno rural de 3 ha, o Sítio Vale das Araucárias, na saída de Alagoa para Itamonte. Lá, se Deus quiser, pretendemos construir uma loja nova, com entreposto e escritório administrativo. Futuramente, uma queijaria-escola. Temos demanda pra cursos. Tem bastante espaço, vamos reservar um lugarzinho pro Museu do Queijo.

Um arrependimento?

Eu arrependo de ter demorado oito anos pra abrir a primeira loja de queijos em Alagoa. Só em 2017 que eu me toquei que Alagoa era a terra do queijo e não tinha nenhuma loja de queijo. Em 2016 criei a Rota do Queijo e do Azeite, começamos a receber muitos turistas. Até que um dia, era um domingo, chegou uma família em casa, eu estava com visitas, daí minha esposa me deu um toque: Osvaldinho, tá na hora de vc ter a sua loja. Geralmente negócios surgem no varejo e migram pro virtual. Conosco foi diferente: nascemos na internet e evoluímos pro presencial. Eu me arrependo de não ter feito ainda o queijo do Osvaldinho, produção própria. Tenho demanda, mas preciso de tempo pra me organizar e tirar este plano do papel.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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