A aquisição do leite cresceu 1,3% no 3 trimestre
Aquisição do leite - No 3º trimestre de 2023, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 6,23 bilhões de litros, equivalente a um aumento de 1,3% em relação ao 3° trimestre de 2022, e acréscimo de 8,6% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

No Gráfico I.12 é possível perceber um comportamento cíclico no setor leiteiro, em que os 3°s trimestres regularmente apresentam uma recuperação em relação ao período anterior, impactada pela maior oferta na Região Sul e pelo retorno gradual das chuvas nas áreas de cerrados. Agosto foi o mês de maior captação, com 2,11 bilhões de litros (+1,1%), enquanto julho apresentou a variação mais significativa em relação ao mesmo mês do ano anterior (+1,6%). Considerando as médias mensais, o preço médio pago ao produtor apresentou retração de 24,7% na comparação anual e de 14,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Além disso, houve uma tendência de queda ao longo do trimestre, com registro de valores médios de R$ 2,45 em julho e R$ 2,19 em setembro.

A Região Sul apresentou a maior proporção na captação de leite cru, 42,9% do total, seguida pelas Regiões Sudeste (35,5%), Centro-Oeste (10,7%), Nordeste (7,9%) e Norte (3,1%).
No comparativo do 3º trimestre de 2023 com o mesmo período de 2022, o acréscimo de 82,97 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de aumentos registrados em 18 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Em nível de Unidades da Federação, as variações positivas mais significativas ocorreram em: Santa Catarina (+48,69 milhões de litros), Minas Gerais (+27,13 milhões de litros), Rondônia (+20,03 milhões de litros), 26 Paraná (+13,44 milhões de litros), Ceará (+12,44 milhões de litros) e Sergipe (+12,01 milhões de litros). Em compensação, os decréscimos mais relevantes ocorreram em São Paulo (-48,14 milhões de litros), Rio Grande do Sul (-38,64 milhões de litros) e Goiás (-11,47 milhões de litros). Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 23,5% da captação nacional, seguida por Paraná (14,7%), Santa Catarina (14,4%) e Rio Grande do Sul (13,7%) (Gráfico I.13).

Segundo dados da Estatística Experimental do Preço do leite cru pago ao produtor realizada pelo IBGE, o preço líquido médio do litro de leite pago ao produtor no 3º trimestre de 2023 foi de R$ 2,32, valor 24,7% abaixo do praticado no trimestre equivalente do ano anterior. Em comparação ao preço médio auferido no 2° trimestre de 2023, houve decréscimo de 14,4%. (Gráfico I.14).

Segundo o IPCA, o item Leites e derivados teve alta de 0,82% no acumulado de janeiro a setembro de 2023, abaixo do Índice geral da Inflação de 3,50%. As altas mais significativas foram verificadas para o Leite fermentado (9,12%), Iogurte e bebidas lácteas (5,60%) e Requeijão (4,63%). Em contrapartida, as variações negativas mais expressivas foram registradas no Leite condensado (-8,95%) e para o Leite em pó (-2,27%) (Gráfico I.15).

A maior parte da captação de leite foi realizada por estabelecimentos que receberam mais de 150 mil litros por dia, responsáveis por 68,7% do volume captado no 3º trimestre de 2023 (Tabela I.13).

No 3º trimestre de 2023 participaram da Pesquisa Trimestral do Leite 1 753 estabelecimentos, 655 (37,4%) registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), 806 (45,9%) no Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e 292 (16,7%) no Serviço de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 89,5%, 9,3% e 1,2% do total de leite captado. O Estado do Amapá foi a única Unidade da Federação a não participar da Pesquisa, por não apresentar estabelecimento elegível ao universo investigado.
















