Produtora deixa enfermagem para produzir queijos
Queijo - Juciane Ribeiro, de Cachoeira de Minas, não imaginava que passar uns dias na propriedade da família, Sítio Santa Rita, traria um novo sentido para sua vida.

Nesse tempo, ela começou a produzir queijos para consumo e a atividade virou sua grande paixão. Depois de 20 anos de profissão como enfermeira, ela deixou o trabalho no hospital para se dedicar à produção de queijos.
Após os atendimentos no Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Agroindústria, oferecido pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Sindicato Rural de Pouso Alegre, ela aumentou sua produção em 800%. A produtora deu um salto, saindo de 60 litros por semana para cerca de 540 litros por semana.
Herdando os ensinamentos de sua mãe, ela começou produzindo o queijo minas frescal para a família. Foi então, em novembro de 2021, que ela participou do seu primeiro curso no Sistema Faemg Senar, Derivados do Leite. Ela saiu tão motivada com os ensinamentos e trocas de experiências, que logo participou do segundo, de Produção Artesanal de Queijos Especiais, em Santa Rita do Sapucaí, onde ficou conhecendo o ATeG Agroindústria.
Atualmente, além do clássico queijo minas frescal tradicional, ela diversificou seu negócio ao introduzir opções recheadas com doce de leite, goiabada, requeijão e uma seleção de temperos especiais, que harmonizam com diversas bebidas. “O meu marido também é produtor de leite, produzindo cerca de 350 litros por dia, e sempre foi o meu principal incentivador. Sou extremamente grata a Deus por ter me ajudado a vencer a depressão, colocando em minha vida a produção de queijos, uma produção de amor pelo que faço, de aprendizado e de uma nova jornada,” avalia Juciane.
Com o suporte do Programa, a família já conquistou a certificação SIM (Servico de Inspeção Municipal) e aguarda a conclusão do processo de habilitação sanitária para o estabelecimento agroindustrial.
O ATeG foi extremamente importante neste processo, capacitando-me para gerir meu negócio de forma mais eficiente. Antes, eu não tinha noção do lucro que obtinha com meus produtos, mas o programa proporcionou essa clareza, permitindo-me identificar áreas que precisavam de mais atenção e aprimorar o atendimento ao cliente. A técnica que nos atende, Alice, também nos ajudou muito com a ‘mão na massa’, oferecendo várias orientações de produção, e isso contribuiu muito para o meu crescimento e aperfeiçoamento da produção. Eu mudei a chave da minha vida. Acabamos mudando de vez para o sítio e estou cursando a faculdade de gastronomia, que vai contribuir ainda mais para a queijaria”, relatou Juciane.
A técnica que atende a propriedade, Aline Pereira Martins, reforça que a dedicação da família foi fundamental para alcançarem este resultado. “Foi um trabalho em parceria, a família é muito dedicada e a história é uma inspiração. Trabalhamos sobre boas práticas de fabricação e boas práticas agropecuárias, sobre a inserção de novos produtos à linha de produção, registro em órgãos competentes de fiscalização, elaboração de derivados lácteos junto a produtora, entre outras demandas”, finaliza a técnica.
















