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Especiais Selectus nº 6753

Em novembro houve estabilização do Índice FAO dos alimentos 

Índices FAO – De um modo geral, o nível de referência dos preços mundiais dos alimentos ficou estável em novembro. A alta dos preços dos óleos vegetais foi compensada com a queda do preço internacional dos cereais, divulgou a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) na quarta-feira.

Fonte: Fonte: FAO – Tradução livre: Terra Viva | Foto de capa: Terra Viva
Em novembro houve estabilização do Índice FAO dos alimentos 
Em novembro houve estabilização do Índice FAO dos alimentos 

Índices

O Índice FAO Food Price Index (FFPI), que acompanha a evolução mensal dos preços internacionais dos alimentos comercializados no mundo todo, ficou em 120,4 pontos em novembro, o mesmo nível do mês anterior e 10,7% inferior em relação ao valor de um ano atrás.

Em novembro houve estabilização do Índice FAO dos alimentos 

O índice FAO dos preços dos Cereais registrou baixa de 3,0% em relação a outubro. Em novembro, as cotações internacionais dos cereais secundários recuaram 5,6%, o que pode ser atribuído à forte retração dos preços do milho, enquanto os do trigo registraram queda de 2,4%. O Índice FAO de preços de todos os tipos de arroz ficou estável desde outubro.

Paralelamente, o Índice FAO dos preços de óleos vegetais aumentou 3,4% em relação ao mês de outubro. Os preços internacionais do óleo de palma saltaram 6% em novembro, principalmente devido às compras mais ativas dos principais países importadores e à queda sazonal na produção nos principais países produtores. Os preços mundiais do óleo de girassol aumentaram, moderadamente, enquanto que os preços do óleo de soja e colza caíram ligeiramente, em novembro.

O índice FAO de preços do açúcar teve alta de 1,4% em relação ao mês anterior, ficando com o valor médio 41,1% superior em relação ao valor do mesmo mês do ano passado, o que foi justificado, principalmente, pelas crescentes preocupações que suscitam as disponibilidades mundiais de exportação dentro de um contexto de deterioração das perspectivas de produção nos dois principais países exportadores, Tailândia e Índia, em decorrência das condições meteorológicas extremamente secas pelo efeito do fenômeno El Niño.

O Índice FAO de preços da carne caiu 0,4% em relação a outubro, refletindo as ligeiras baixas nas cotações mundiais de carnes de aves, suínas e bovinas, atribuídas em primeiro lugar às grandes disponibilidades exportáveis.  

Índice FAO dos Preços dos Lácteos

O Índice FAO dos preços dos produtos lácteos registrou aumento de 2,2% em relação a outubro, diante da forte demanda de importação de manteiga e leite em pó desnatado por parte de compradores do Nordeste da Ásia, bem como o aumento da procura interna na Europa Ocidental com a aproximação das férias de inverno.

A média do Índice FAO dos preços dos produtos lácteos chegou a 114,2 pontos em novembro, alta de 2,5 pontos (+2,2%) em relação a outubro, marcando o segundo mês consecutivo de aumento. Mas ainda está 23,2 pontos (16,9%) abaixo do índice de um ano atrás. Em novembro, as cotações internacionais da manteiga e do leite em pó desnatado subiram, como reflexo da alta demanda importadora de compradores do nordeste asiático, que estão agora com baixos estoques, e o aumento da demanda interna na Europa Ocidental com a proximidade das férias de inverno. Os mesmos fatores fizeram com que os preços do leite em pó integral subissem, embora, persista uma fraca demanda por compradores da Ásia e uma produção estável na Oceania, que limita o aumento de preços.

O enfraquecimento do dólar estadunidense também contribuiu para o aumento dos preços mundiais dos produtos lácteos. Em sentido contrário seguiram os preços mundiais de queijo que mostraram uma tendência descendente devido às elevadas disponibilidades exportáveis, especialmente de queijo cheddar, apesar da queda sazonal de captação de leite na Europa Ocidental.

Em novembro houve estabilização do Índice FAO dos alimentos 

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