BC divulga relatório; Mercado prevê PIB de 2,92%, e governo 3%
PIB - Após 3 trimestres positivos, inflação mais controlada o BC divulga Relatório Focus nesta segunda-feira (11/12/2023) e traz novidades sobre o mercado econômico. Segundo este, o PIB está em alta de 0,08% e tem expectativa do mercado de terminar em 2,92% (a expectativa do Governo é que seja 3%).

O relatório prevê controle do IPCA e queda da inflação em 4,51% para terminar o ano de 2023.O câmbio está em baixa com expectativa de término em 4,95. Há apostas que a partir de quarta-feira (13/12) última reunião do COPOM em 2023 ocorra queda da Selic em 0,5% fechando o ano em 11,75%. A queda nos juros traz benefícios para investimentos e crescimento das empresas e economia.
Já para 2024 a projeção de inflação aumentou para 3,93%. A meta do Governo é de 3%. A projeção de crescimento de 1,50 para 1,51 e do câmbio queda de 5,03 para 5,00. A expectativa do PIB continua a mesma em 9,25%.
Em relação à 2025 a expectativa de inflação é de 3,50%; Crescimento da economia subiu 0,1% indo para 2%, câmbio a 5,10 e a taxa Selic 8,50.
Finalmente para 2026 a taxa de inflação com expectativa de 3,50%, PIB com crescimento de 2%, e queda taxa de câmbio para 5,15% com taxa Selic no mesmo valor de 2025.
Também na próxima quarta-feira o Federal Reserve System (FED) nos EUA abordará o destino das taxas de juros. No mercado americano as taxas de juros estão em queda e existe a expectativa de estejam em queda também em 2024, porém ainda há muita especulação e o mercado ainda pode reservar muitas surpresas.
Necessário frisar a importância das medidas para permitir a entrada de dinheiro nos cofres públicos e assim garantir equilíbrio fiscal uma vez que este fator também influencia nas taxas de juros.
Importante lembrar que no último dia 05/12/23 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)* divulgou um balanço sobre o Produto Interno Bruto - PIB ( soma dos bens e serviços produzidos no país e que serve como parâmetro para medir a evolução da economia.) Do último trimestre do ano. Apesar de tímido, houve um resultado positivo e animador uma vez que anteriormente aventurou até mesmo uma desaceleração. O PIB totalizou R$2,741 trilhões. Foram R$2,387 trilhões vindos de Valor Adicionado (VA) a preços básicos, e outros R$353,8 bilhões de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
Segundo o IBGE o PIB variou 0,1% no terceiro trimestre de 2023 (frente ao segundo trimestre deste ano), na série com ajuste sazonal. Frente ao mesmo trimestre de 2022, o PIB cresceu 2,0%. No acumulado nos quatro trimestres, terminados em setembro de 2023, o PIB cresceu 3,1%, frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. O acumulado do ano foi de 3,2% frente ao mesmo período de 2022.
Tanto os Serviços quanto a Indústria avançaram 0,6% nessa comparação, enquanto a Agropecuária recuou 3,3%. Esse recuo de 3,3% entre julho e setembro foi devido a saída da colheita da base de comparação. Porém na comparação com o mesmo trimestre de 2022 acumula alta de 8,8%.
Nas atividades industriais, houve variações positivas das Indústrias extrativas (0,1%) e das Indústrias de transformação (0,1%). Já a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos cresceu 3,6% e a Construção recuou 3,8%.
O IBGE faz comparações de resultados anteriores do PIB do país. Desta vez todos os trimestres do ano de 2022 foram analisados e somados aos dois primeiros trimestres de 2023.O setor da Agropecuária apresentou um crescimento de 18,8% para 22,9% no primeiro trimestre, e de 17% para 20,9% no segundo.
O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em setembro de 2023 cresceu 3,1% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
A Despesa de Consumo das Famílias cresceu 3,7% e a Despesa de Consumo do Governo, 1,0%. Por outro lado, a Formação Bruta de Capital Fixo recuou 1,1%. No âmbito do setor externo, tanto as Exportações de Bens e Serviços avançaram 10,3% e as Importações de Bens e Serviços variaram -0,1%.
Após a divulgação pelo IBGE, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez várias declarações e afirmou que o Brasil poderá crescer 3% em 2023.Segundo ele, “o brasileiro pode esperar uma economia cada vez mais forte”.
















