EUA – A demanda do Sudeste Asiático é o principal impulsionador do mercado global de lácteos
Sudeste Asiático – Lucas Fuess, analista sênior de lácteos do RaboResearch falou recentemente com Sarah Mikesell do The Dairy Site durante a Exposição Mundial do Leite de 2023 (World Dairy Expo – WDE), realizada em Madison, Wisconsin, Estados Unidos (EUA).

“Tentamos dar um mergulho profundo no mercado de lácteos do Sudeste Asiático”, disse Lucas Fuess. “Que tem sido uma peça chave a impulsionar a demanda global de lácteos no passado, e papel de destaque que esperamos ver ainda nos próximos anos, décadas e ainda no futuro”.
O Sudeste Asiático, incluindo países como Cingapura, Malásia, Vietnã e Filipinas têm um consumo per capita muito baixo de leite, mas vem aumentando o interesse por estarem adotando estilos de dietas ocidentais que incluem mais leite.
“Esse relatório, [Shifting to the next phase of the cycle], analisou os diversos fatores da demanda, mas também as perspectivas econômicas. Houve um grande avanço da economia e o Produto Interno Bruto (PIB) desses países cresceu significativamente, e acreditamos que continuará crescendo”, disse ele.
Nova Zelândia bem posicionada
Da perspectiva comercial, as principais regiões exportadoras são principalmente, EUA, União Europeia (UE), Nova Zelândia e Austrália.
“A Nova Zelândia, penso eu, está muito bem posicionada para capitalizar muito no atendimento dessa parte do mundo”, explicou. “Mas isto não significa que podem ser descartadas outras regiões do mundo”.
As exportações dos EUA tiveram dificuldades em 2023
Em 2022, os EUA atingiram o recorde nas exportações de lácteos tanto em volume como em valores, e foi um ano excepcionalmente bom para os EUA.
“Este ano (2023) está havendo um pouco mais de dificuldade”, explica Fuess. “Isso porque houve redução da demanda do Sudeste Asiático e para mim, só mostra como esta região se tornou tão importante em termos de impulsionar o fluxo global do comércio de laticínios”.
Os EUA enviam grandes quantidades de queijo, além de leite seco desengordurado e leite em pó desnatado para o Sudeste da Ásia.
“Isso mostra o quanto eles cresceram e quando há um recuo, sentimos imediatamente o impacto, aqui nos EUA”, disse ele.
Impacto da China e da região
“Sempre vemos a China como um grande país, e um grande comprador de laticínios”, disse Fuess. “Não há dúvidas de que ela é ainda o maior importador de produtos lácteos, em muitos aspectos, mas quando olhamos para a região em torno da China, vemos como ela vem se tornando enorme”.
A demanda de lácteos continua crescendo e assim deverá continuar por muitos anos.
“O Sudeste Asiático continuará sendo um ator cada vez maior nos mercados globais de laticínios”, disse Fuess.
















