Análise do mercado lácteo da FAO para a América do Sul
Leite/América do Sul – A produção de leite na América do Sul deverá atingir 68 milhões de toneladas, com crescimento moderado de 0,7% em relação a 2022, sustentada pelo aumento de volumes no Brasil, no Uruguai e no Peru, que compensarão possíveis quedas na Argentina, Colômbia e Chile.

No Brasil, a redução dos custos da alimentação animal em decorrência da maior produção de milho e as condições favoráveis do clima melhoraram as margens dos produtores, proporcionando um possível crescimento de 2% em relação ao ano anterior, atingindo 36,7 milhões de toneladas de leite. Entretanto, os impactos do evento climático El Niño constituem uma preocupação.
A produção de leite no Uruguai pode aumentar perto de 1% em relação a 2022, como consequência do clima mais favorável e queda no custo da alimentação animal. Na Argentina, ao contrário, a produção deverá cair 1%, ficando pouco abaixo das 12 milhões de toneladas, como consequência da seca que prejudicou as pastagens em termos de quantidade e qualidade. A desvalorização cambial do peso fez aumentar os custos dos alimentos importados, reduzindo as margens dos produtores, apesar da implementação de programas governamentais de assistência financeira e os esforços para mitigar a pressão inflacionária.
Da mesma forma, a produção de leite na Colômbia deve cair em decorrência dos elevados custos dos fatores de produção e do baixo preço do leite ao produtor.

















