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Probabilidade de La Niña voltar em 2024 cresce; saiba quando e os impactos no clima

La Niña - A chance de o retorno de La Niña acontecer ainda este ano é alto. De acordo com o último relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), a probabilidade de o fenômeno voltar a atuar sob as águas do Pacífico neste inverno aumentou para 65%.

Fonte: Fonte: Globo Rural | Foto de capa: Imagem de Pfüderi por Pixabay
Probabilidade de La Niña voltar em 2024 cresce; saiba quando e os impactos no clima

Ainda de acordo com a NOAA, há garantias de que o El Niño permanecerá ativo até março desde ano, com alta possibilidade de se estender até abril. As temperaturas do oceano devem começar a abaixar entre março e maio de 2024. Há 73% de chance de atingirmos a fase de neutralidade em junho.

“Será uma rápida virada, mas não é um processo que não acontece do dia para a noite. O oceano precisa de um tempo para sair do período de aquecimento. É todo um processo de acomodação para que isso impacte na atmosfera e faça a diferença no nosso dia a dia”, esclarece Estael Sias, metereologista da MetSul.

La Niña é caracterizado pelo resfriamento de 0,5 °C da temperatura do mar, mais específica na porção equatorial do Oceano Pacífico, em relação à média histórica. O oposto ocorre durante o El Niño, fenômeno em atividade no momento. A neutralidade é caracterizada quando nenhum dos dois estão em atividade.

Probabilidade de La Niña voltar em 2024 cresce; saiba quando e os impactos no clima

“Essa virada de La Niña para El Niño trará muitos extremos climáticos, com risco de chuva extrema, vendaval, episódios de neve, geada entre o inverno e a primavera. Ainda estamos avaliando. De fato, esta guinada vai impactar o planta, o Brasil e acelerar as ocorrências de extremos”, alerta Sias.

Vale lembrar que o último La Niña teve três anos de duração, com fim declarado em março de 2023. No período em que o país esteve sob incidência do fenômeno, o Sul enfrentou estiagens sevaras, provocando consecutivas quebras de safra.

Probabilidade de La Niña voltar em 2024 cresce; saiba quando e os impactos no clima

Isso porque o clima fica mais seco e frio no Sul do país. O Sudeste e o Centro-Oeste brasileiro costumam enfrentar recorrência de amplitude térmica, tardes quentes e noites mais geladas do que a média para os períodos.

No Nordeste e no Norte do país, principalmente no Matopiba — região formada pelos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — a chuva é prolongada, diferentemente do que ocorre sob influência do El Niño.

alcançando 65% durante o trimestre de agosto, setembro e outubro.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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