UR – Produtores ficam aflitos com a falta de sinalização da Conaprole
Preços/UR – Os produtores de leite se reunirão, na Flórida, para analisar o momento adverso que passam os empreendedores do segmento, como consequência da brusca queda no preço do leite em agosto passado e não recuperado, até agora.

A reunião contará com a presença de produtores de diversas escalas, desde familiares até grandes produções, e será realizada na sede de uma das maiores entidades, a Sociedade de Produtores de Leite de Florida (SPLF).
“Nos disseram que estão no limite, e precisam de um sinal sobre a recuperação do preço no curto prazo”, contou a El Observador, Horacio Rodríguez, presidente da SPLF.
Diante dessa reclamação a entidade decidiu convocar uma reunião de produtores, filiados ou não, incluindo outras entidades representativas dos produtores de leite, que são mais de 10, das quais muitas já manifestaram seu consentimento.
Rodríguez lembrou que em agosto o preço caiu 20%, quando a Conaprole, a principal indústria e exportadora de lácteos do país, estava vendendo abaixo de US$ 3.000 a tonelada.
Atualmente, em um cenário internacional de preços constantemente em alta, desde o início de dezembro, e em alguns casos os valores superam os US$ 3.500, e apesar disso, a Conaprole não reajustou o preço ao produtor.
Mesmo compreendendo que a transferência aos preços não pode ser imediata, os produtores entendem que já é o momento das indústrias sinalizarem com alguma novidade sobre a melhora no preço do litro de leite que captam.
“Estamos em torno de US$ 0,35 por litro e é preciso que o preço se aproxime de US$ 0,40 o litro, ou 2 pesos por litro, mas não existe sinal nesse sentido, e não somente isso, houve manifestação de diretores da Conaprole dizendo que não haverá alteração de preços em janeiro e fevereiro. E isso é muito preocupante”, disse Rodríguez
O setor, destacaram os produtores consultados por El Observador, foi beneficiado com algumas novidades positivas, como a queda de alguns custos produtivos e chuvas que melhoraram o acesso à água e alimentação para os rebanhos, mas continuam suportando algumas dificuldades surgidas durante a última seca, quando foi gerado um endividamento inesperado para poder sustentar a produção de leite.
















