AR – Produção de leite iniciou 2024 com a pior queda em sete anos
Produção/AR – Enquanto a leiteria continua buscando um caminho para sair do pântano quase crônico em que se encontra, os dados da produção que surgem não são nada animadores.

Segundo o Departamento Nacional de Leiteria e do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), houve uma brusca queda na produção de leite no início de 2024.
Foram 834 milhões de litros, em janeiro, o que implica 12,3% menos do que em dezembro de 2023 e 12,7% abaixo em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram produzidos 934 milhões de litros.

É preciso retornar a dezembro de 2016 para encontrar uma queda interanual maior, quando foi de 14,7%, conforme registram as estatísticas.
Porque caiu a produção de leite
O OCLA lembrou que é normal queda da produção de janeiro, podendo variar entre 9 e 10% em relação a dezembro, por fatores sazonais, fundamentalmente relacionados ao calor que ocorre em muitas ocasiões, causando estresse nas vacas e fazendo com que elas produzam menos.
De fato, nesta oportunidade a variação intermensal foi negativa em 12,3% e para o Observatório um argumento é, precisamente este: “os elevados índices de temperatura e umidade registrados na maioria das regiões produtivas”.
Cabe lembrar que, a partir da segunda quinzena de janeiro, todo o país foi dominado por uma forte onda de calor, “sem precedentes”.
Paralelamente, o OCLA considerou como outro fator desfavorável “a relação desfavorável entre os Preços e os Custos, decorrentes da desvalorização cambial e da inflação”.
“Esta queda corrobora com os dados que apuramos no final de janeiro e início de fevereiro junto ao OCLA. Eles indicavam baixas da produção interanual de leite que variavam entre 6% e 18% nas diferentes regiões produtoras”.

















