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Economia Selectus nº 6797

Intenção de Consumo das Famílias tem o melhor fevereiro desde 2015

Intenção - A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu 0,5% em fevereiro, em relação ao mês anterior, ainda segue na zona de satisfação, aos 105,7 pontos. O índice, apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou o melhor valor para fevereiro desde do ano de 2015. A comparação com fevereiro de 2023 os dados mostram uma recuperação da pretensão de consumir em relação aos anos anteriores, com um crescimento de 10,4%.

Fonte: Elaboração Terra Viva com informações CNC | Foto de capa: Imagem de Lisa Larsen por Pixabay
Intenção de Consumo das Famílias tem o melhor fevereiro desde 2015

Sabemos que a preocupação das famílias em honrar suas dívidas é uma questão central nos lares brasileiros, sobretudo aqueles de média e baixa renda. Assim, fevereiro destacou ganhos significativos para a economia brasileira, demonstrando que há condições propícias ao consumo, ressalta José Roberto Tadros, presidente da CNC.

Com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais baixo e a inflação mais controlada, o índice que mede a satisfação em relação à renda atual avançou 0,3%, atingindo 124,7 pontos. O índice de satisfação com a renda atual foi o único que aumentou – a maior queda foi do índice sobre a perspectiva profissional, que caiu 1,6% e chegou aos 117,2 pontos.

O componente que mede a avaliação sobre o cenário para compra de bens de consumo duráveis encontra-se no patamar mais pessimista.

Isso porque, apesar das melhores taxas de juros, o saldo da carteira de crédito das pessoas físicas vem desacelerando em relação aos resultados do ano passado, mostrando menos procura por esses itens. Ainda assim, no que diz respeito à variação anual, o indicador foi o que mais aumentou: 34,1%”, ponderou a CNC.

A redução da inadimplência, podemos concluir que as famílias estão aproveitando o crédito mais barato para ajustar seus orçamentos em vez de fazer novos compromissos”, justificou Felipe Tavares.

Segundo a CNC, a cautela com a inadimplência é puxada pelas famílias de renda média e baixa, enquanto as mais ricas permanecem usando o crédito para fazer suas compras.

O componente que avalia o acesso ao crédito aumentou 0,4% em fevereiro ante janeiro entre os mais ricos, com renda mensal acima de 10 salários mínimos, mas recuou 0,7% para o grupo que recebe menos de dez salários mínimos, a terceira queda mensal seguida.

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