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Globalização E Mercosul Selectus nº 6807

China enfatiza a importância da sua segurança alimentar frente às ameaças externas

Segurança alimentar – Um artigo publicado na conta oficial do Ministério de Segurança da China, WeChat, citou o provérbio chinês: “assegura que os cereais sejam a base do povo e da nação”, e um “valioso ativo”.

Fonte: Fonte: EFE:Agro – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Austin Kehmeier on Unsplash
China enfatiza a importância da sua segurança alimentar frente às ameaças externas

Segundo a pasta, a segurança alimentar é um “componente essencial” da segurança nacional e está “estreitamente relacionada”, com o bem-estar geral do país.

Destacou no artigo que nos últimos anos, os organismos de segurança nacional da China   desbarataram várias atividades de espionagens relacionadas com a segurança alimentar e que “impediram as ameaças procedentes do exterior” que tratavam de obter informações acerca do setor de germoplasma, que se refere ao armazenamento de genes que permitem perpetuar uma espécie ou uma população de organismos. O ministério também mencionou que nos últimos anos, a China promulgou e revisou várias leis para proteger a segurança alimentar que “proporcionam uma sólida proteção legal” para estabelecer um sistema que garantisse a segurança alimentar.

“Um celeiro cheio assegura a paz debaixo do céu”, um outro provérbio citado pela instituição.

O presidente chinês, Xi Jinping, assegurou no ano passado que, apesar de “1,4 bilhões de chineses comerem bem”, atualmente, “não se pode descuidar da questão alimentar”.

A gestão da comida não pode ser considerada “um assunto insignificante”, afirmou Xi, advertindo que o país asiático não pode “depender somente do mercado internacional”.

Segundo Xi, a China precisa aderir aos princípios de “autossuficiência baseada na produção nacional” e a “moderação das importações de grãos”.

A China conta com menos de 9% das terras cultiváveis do planeta e tem 18% da população mundial total.

Sem o pacto com o Mercosul, a União Europeia (UE) se arrisca a deixar A China livre na América do Sul

O acordo UE-Mercosul tem sido uma bandeira de protesto pelos agricultores franceses, que denunciam a concorrência desleal por parte dos sul-americanos. Realmente, se Paris fechar a porta para este acordo, deixará o caminho livre para a China, advertem políticos e analistas.

A crise agrícola europeia, que tem especial relevância na França, abriu um leque de acordos de livre comércio com outros blocos econômicos, mas o do Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, não foi ainda fechado.

Várias capitais europeias, Paris na frente, adotam o argumento de seus camponeses e acusam estes países de “concorrência desleal” por não cumprirem regras de produções equivalentes – mas permissivas na América do Sul e restritivas na Europa – especialmente as relacionadas ao meio-ambiente.

Mas, que impactos teria para o bloco europeu e América do Sul se finalmente não for firmado um acordo que vem sendo negociado há mais de 20 anos”.

A pesquisadora dos Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI), Marie Krpata, co-autora de um trabalho sobre o compasso de espera do acordo UE-Mercosul, aponta para um aumento do peso econômico da China em detrimento da UE na região que é rica em matérias-primas necessárias para a transição ecológica, já que Argentina e Brasil figuram entre os países com mais reservas de lítio do mundo.  

Para Krpata, rejeitar o acordo com o Mercosul reforçaria ainda mais a posição comercial de Pequim, que atualmente representa já 25% de todas as exportações dos quatro países sul-americanos, frente 14% da UE. O gigante asiático, é de fato, o principal sócio comercial tanto do Brasil como da Argentina.

“A China se posiciona como alternativa para os países do Mercosul, valorizando os investimentos e sem normas tão restritivas” como as europeias, destaca Krpata.

A pesquisadora lembra que em 2015 Pequim anunciou investimento de US$ 250 bilhões na América Latina até 2025, uma quantidade muito maior do que a anunciada pela Comissão Europeia (CE) que foi de € 45 bilhões em seu plano Global Gateway.

Enquanto a França lidera o grupo de países europeus (Países Baixos, Irlanda e Áustria) em oposição ao atual acordo, com o argumento de que o Mercosul não oferece garantias ambientais, a Alemanha se transformou em um fervoroso defensor desde a guerra da Ucrânia, para depender menos da Rússia e da China.

“A Alemanha quer a diversificação, enquanto França defende a reindustrialização e a soberania agrícola europeia”, explica a especialista.  

Acesse aqui a matéria na íntegra

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